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Terça-feira acaba com o milho inalterado na Bolsa de Chicago

A terça-feira (09) chegou ao final com o milho estável na Bolsa de Chicago (CBOT), já que as principais cotações registraram movimentações nulas. O vencimento maio/19 foi cotado à US$ 3,60, o julho/19 valia US$ 3,68 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,77. Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, nem mesmo a divulgação de estoque de milho americano mais altos foram suficientes para movimentar as cotações do cereal em Chicago, uma vez que maio, julho e setembro ficaram sem alterações. Já as ofertas de milho baseiam-se principalmente em vendas de agricultores geralmente lentas, com um terminal fluvial de Illinois um centavo mais alto hoje. Ainda nessa terça-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou os dados de estoques finais de milho em 51,69 milhões, contra as 46,61 milhões de toneladas do mês anterior. O mercado tinha uma média em suas expectativas de 51,13 milhões. Ao mesmo tempo, o USDA reduziu suas estimativas para o uso do cereal na produção de etanol para 139,71 milhões de toneladas e as exportações norte-americanas também, para 58,42 milhões de toneladas. No boletim anterior, esses números vieram em, respectivamente, 140,98 e 60,33 milhões de toneladas. Mercado Interno Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a valorização apareceu somente na praça de Jataí/GO (3,33% e preço de R$ 31,00). As desvalorizações foram percebidas no Oeste da Bahia (1,37% e preço de R$ 36,00), Não Me Toque/RS (1,64% e preço de R$ 30,00), Ubiratã/PR (1,85% e preço de R$ 26,50) e Sorriso/MT disponível (4,055% e preço de R$ 21,00). De acordo com a XP Investimentos, a pressão baixista permanece no mercado nacional. Apesar do impasse entre compradores e vendedores locais persistir, o ambiente favorece testes de preços por parte dos compradores. O cenário externo baixista somado aos bons níveis de estoques internos e a boa evolução das lavouras de inverno (Sul e Centro-Oeste) “pesam” sobre as referências. A volta das chuvas em boa parte do país também é benéfica ao desenvolvimento das lavouras.

(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)



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