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Preocupações sobre plantio ajudam leves altas do milho em Chicago

A quarta-feira (10) chegou ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando leves altas, próximas da estabilidade, na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações apresentaram valorizações entre 1,50 e 2,25 pontos. O vencimento maio/19 foi cotado à US$ 3,61, o julho/19 valeu US$ 3,70 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,79. Segundo Ben Potter, analista da Farm Futures os preços do milho registraram certa tração na quarta-feira, já que mais chuva e neve previstas em grandes áreas dos EUA centrais reforçaram as preocupações de que o progresso do plantio poderia ser relativamente lento em muitas áreas no final deste ano. Os analistas ainda aguardam a divulgação do próximo relatório de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na manhã de quinta-feira, as expectativas são de que a agência mostre exportações de milho entre 25,6 milhões e 45,3 milhões de bushels na semana encerrada em 4 de abril. O site Barchart aponta também o aumento na produção de etanol de milho americano e a queda dos estoques mundiais como outro fator que ajudou nessas elevações. “Os dados semanais do EIA mostraram que a produção de etanol na semana de 5 de abril subiu apenas 3.000 barris por dia para 1.002 milhões de bpd. Os estoques naquela semana registraram a maior queda semanal desde outubro, 799.000 barris abaixo, para 23.193 milhões de barris”. Mercado interno Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as desvalorizações apareceram somente nas praças de paranaense de Ubiratã, Ponta Grossa, Pato Branco, Londrina e Cascavel, em Rio do Sul/SC, Brasília/DF e no Mato Grosso nos municípios de Rondonópolis, Alto Graças e Itiquira. Não foram registradas valorizações nos mercados físicos internos nessa quarta-feira. De acordo com a XP Investimentos, o cenário externo baixista somado aos elevados estoques internos e a boa evolução das lavouras de inverno (Sul e Centro-Oeste) “pesaram” sobre as referências e, apesar do impasse entre compradores e vendedores locais persistir, testes de preços acontecem. “Chamamos atenção também para o novo leilão de venda da CONAB nesta sexta-feira (12/4). O primeiro, realizado na última sexta (5/4), vendeu apenas 5,4% do ofertado, por conta do preço considerado elevado. Agentes consultados aguardam uma rodada com 50 mil ton e preços significativamente menores”, comentam os analistas da XP.

(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)



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