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Incerteza sobre o plantio americano mantem milho 1 cent mais baixo em Chicago

Ontem, quarta-feira (17) chegou ao final com a Bolsa de Chicago (CBOT) da mesma maneira com que começou o dia, apresentando estabilidade nos preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações entre 0,75 negativo e 1,00 negativo. O vencimento maio/19 foi cotado à US$ 3,58, o julho/19 valeu US$ 3,67 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,75. Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, o milho inicia movimentos mais baixos uma vez que as previsões meteorológicas prometem mais progresso no plantio da safra americana para os próximos dias. O mercado aguarda o relatório de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado amanhã, com os analistas esperando que a agência mostre vendas de milho entre 19,7 milhões e 37,4 milhões de bushels (entre 500.399 e 949.997 toneladas) para a semana que terminou em 11 de abril. A Agência Reuters destaca ainda que os mercados aguardam novos sinais de progresso nas negociações comerciais dos EUA com o maior comprador global de soja, a China. Os embarques de soja dos EUA para a China afundaram no ano passado depois que Pequim impôs tarifas sobre as importações dos Estados Unidos. Os Estados Unidos e a China agendaram, provisoriamente, uma nova rodada de negociações comerciais face-a-face, com os negociadores pretendendo realizar uma cerimônia de assinatura no final de maio ou início de junho, segundo o Wall Street Journal. "Estamos nessa posição de espera há meses e os preços não estão mais reagindo a especulações sobre um acordo", disse Matt Ammermann, gerente de risco de commodities da corretora INTL FCStone. Além disso, a consultoria brasileira Céleres está antecipando uma safra recorde de milho para 2018/19, com sua última estimativa de 3,854 bilhões de bushels (97,8 milhões de toneladas). Mercado interno Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a valorização apareceu somente na praça do Oeste da Bahia (1,43% e preço de R$ 35,50). Foram percebidas desvalorizações nas praças de Londrina/PR (1,92% e preço de R$ 25,50) e Brasília/DF (3,13% e preço de R$ 31,00). A Radar Investimentos aponta que o mercado físico do milho está travado. “As incertezas políticas, a movimentação do caminhoneiros em relação ao aumento dos combustíveis e a proximidade do feriado têm feito o produtor se retrair”. A XP Investimentos destaca que a novidade do dia fica por conta do anuncio de um novo leilão de venda dos estoques públicos de milho no Mato Grosso pela Conab. “Nos dois últimos, o volume negociado ficou abaixo do esperado (apenas 5,4% e 25,5% das 50 mil toneladas disponibilizadas), prejudicado pelos preços (considerados elevados). De acordo com informantes, uma nova rodada de baixa deverá acontecer para que o volume comercializado aumente”.

(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)



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