Matérias-Primas

Atraso no plantio do milho nos EUA sustenta altas em Chicago

A semana começou bastante agitada para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). A segunda-feira (13) teve início com leves quedas nas cotações, que se acentuaram até o início da tarde. Porém, esse movimento foi revertido e as principais cotações registraram altas entre 4,50 e 5,00 pontos. O vencimento maio/19 foi cotado à US$ 3,47, o julho/19 valeu US$ 3,56 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,65. Segundo informações da Agência Reuters, enquanto as tenções entre Estados Unidos e China contribuíram para grandes quedas nas cotações da soja, os atrasos de plantio de milho no centro-oeste dos Estados Unidos podem levar os agricultores a transferir alguns hectares destinados ao milho para a soja, o que sustentou as elevações de ontem. O analista Ben Potter da Farm Futures, destaca essa intensa movimentação nas cotações. “Os preços do milho caíram muito ontem, começando significativamente no vermelho em relação ao comércio dos EUA e da China, mas terminando em alta de mais de 1,5%, após um ritmo muito lento de plantio, que deve continuar devido a previsões mais úmidas esta semana”. Antes do relatório semanal de progresso da safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), uma pesquisa de 13 analistas estima que a agência apresentará 35% da safra de milho plantada em 12 de maio. No entanto, a variedade de estimativas varia muito, de 29% a 41%. “A nuvem mundial do que os agricultores estão dizendo sobre seus esforços nesta primavera é fácil de entender: chuva, milho frio e úmido foram as citações mais usadas pelos produtores nos comentários postados no Feedback do campo durante a semana passada”, aponta Potter. Ainda nessa segunda o USDA divulgou que os EUA embarcaram 1.000,762 milhão de toneladas de milho. O mercado, por sua vez, esperava algo entre 850 mil e 1,1 milhão de toneladas. Assim, o total do ano comercial chega a 36.633,225 milhões de toneladas, contra pouco mais de 34,7 milhões da temporada anterior, nesta época. Mercado interno Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram ontem sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas praças que apresentaram desvalorização foram Pato Branco/PR (1,87% e preço de R$ 26,20), Ubiratã/PR, Londrina/PR e Cascavel/PR (2% e preço de R$ 24,50), Alto Garças/MT e Itiquira/MT (3,36% e preço de R$ 23,00) e São Gabriel do Oeste/MS (8,70% e preço de R$ 21,00). As valorizações foram percebidas em Rondonópolis/MT (2,13% e preço de R$ 24,00) e Campo Novo do Parecis/MT (4,35% e preço de R$ 24,00). Para a XP Investimentos, o mercado de grãos brasileiro abre a semana olhando o mercado externo. A China anunciou que imporá tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos a partir de 1º de junho, “devolvendo” as tarifas americanas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, que entraram em vigor na última sexta-feira. “O fato, somado ao alastramento da Peste Suína em território asiático, tem gerado intensa pressão baixista em Chicago. Nos portos brasileiros, tradings aproveitam a alta do Dólar frente ao Real para tentar originar. A alta dos prêmios também é uma medida para compensar as perdas do mercado externo”, dizem os analistas.

(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)



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