Domingo, 19 de Novembro de 2017
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BRF pode começar 2018 sem um novo CEO
São Paulo, 08 de Novembro de 2017 - Em meio ao impasse entre os principais acionistas da BRF para a escolha do novo CEO, a empresa pode iniciar 2018 sem comando, admitiu uma fonte a par do tema ao Valor. “É algo que preocupa”, disse a fonte.

Em agosto, a BRF anunciou que Pedro Faria deixará o cargo de CEO no fim deste ano. Com as divergências entre os acionistas, chegou-se a especular que Faria poderia ficar mais tempo até que o substituto seja escolhido, mas a medida é rechaçada pelos fundos de pensão Petros e Previ.

Na edição de ontem, o jornal “Folha de S. Paulo” informou que José Aurélio Drummond, membro do conselho de administração da BRF e ex-presidente da Whirpool, foi vetado pelos fundos de pensão Petros e Previ para assumir o cargo de CEO.

O Valor confirmou a informação. O veto a Drummond evidencia uma queda-de-braço entre os principais acionistas da BRF. O empresário Abilio Diniz e a gestora de private equity Tarpon, que tem Pedro Faria como sócio, defendiam a indicação de Drummond.

De acordo com duas fontes que conhecem os bastidores da BRF, o nome de Drummond inicialmente não desagradava aos fundos de pensão. O ex-Wirphool era visto com um executivo de perfil “independente” no meio de um conselho de administração conflagrado.

Quando ficou claro que Faria não resistiria aos maus resultados da BRF e sua saída começou a ser articulada pelos fundos de pensão, em meados de julho, a Tarpon chegou a se incomodar com o interesse de Drummond na cadeira de Faria, disse uma fonte próxima à gestora na época ao Valor.

No entanto, Drummond passou a ser visto como um bom nome por Abilio, alterando a percepção dos fundos. “Foi só Tarpon e Abilio apoiarem o nome do Drummond para eles ficarem contra”, disse uma fonte próxima à Tarpon.

De certo modo, a indicação de Drummond por Abilio contrastaria com o que o próprio empresário dizia quando a saída de Faria foi anunciada. Em agosto, Abilio disse em entrevista a jornalistas que o novo CEO seria um executivo de fora da companhia e que não fosse ligado a nenhum acionista.

Em favor de Drummond pesava o fato de ele conhecer a BRF e, principalmente, os novos vice-presidentes da companhia. Ao longo do ano, o processo de reestruturação da empresa provocou a troca dos principais executivos — do marketing à área financeira. Como membro do conselho da BRF, Drummond acompanhou a contratação do novo time de executivos. “A BRF vai trazer um CEO de fora e ele não poderá escolher sua equipe?”, indagou uma fonte.
(Valor) (Luiz Henrique Mendes)
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