Sábado, 22 de Setembro de 2018
Empresas

Tarpon diz a cotistas que não vai rifar BRF e nem vender outros ativos
São Paulo, SP, 09 de Março de 2018 - A Tarpon dedicou a semana a gerir a crise deflagrada pela terceira fase da Operação Carne Fraca, com foco na BRF e que incluiu a prisão temporária do sócio-fundador Pedro de Andrade Faria. O executivo presidiu a BRF entre 2015 e 2017. O trabalho, desde então, está totalmente concentrado nas conversas com investidores.

A gestora está assegurando aos seus cotistas que não vai rifar as ações da BRF – porque o regulamento protege o fundo dessa necessidade – e que também não há reflexos sobre os demais grandes investimentos: a companhia Somos Educação (antiga Abril Educação) e a empresa de energia Ômega, listada no fim do ano passado na B3.

Mas, além de lidar com crise tão aguda, também está tratando da performance do fundo. No fim de 2017, antes das sucessivas ondas de queda dos papéis da BRF, a participação na empresa equivalia a 48% dos ativos sob gestão, excluídos os fundos dedicados a coinvestimentos. A informação consta do balanço de Tarpon, divulgado em 9 de fevereiro.

Portanto, a forte queda nas cotações prejudicará o resultado do fundo. A BRF perdeu nada menos do que R$ 10 bilhões em valor de mercado só neste ano. Começou janeiro valendo R$ 30 bilhões e está agora em R$ 20 bilhões.

A Tarpon teve três anos consecutivos de saques. Do auge dos R$ 10,5 bilhões em ativos sob gestão ao fim de 2014, a gestora perdeu R$ 1,8 bilhão em resgates, considerando a liquidação de um fundo por meio do qual Abilio Diniz e o fundo soberano de Cingapura (GIC). Ao fim de dezembro, havia R$ 7,2 bilhões em ativos sob gestão – R$ 5,5 bilhões dos fundos principais e mais R$ 1,7 bilhão em carteiras para coinvestimentos.

“Pensamos toda nossa estrutura e regulamentos justamente para não nos tornamos vendedores em situação de estresse”, contou um investidor sobre o que ouviu dos sócios da gestora.

As conversas com os investidores visam espantar boatos – que se multiplicaram nesta semana e garantir que não haverá fechamento do fundo para resgastes inclusive porque não há pressão para tanto. Pelas regras do fundo, se todos os investidores apertassem hoje o botão do saque, o pagamento só terminaria dentro de três anos, com desembolsos fracionados.

Somos e Ômega são os outros ativos que a Tarpon detêm e nos quais, diferentemente de BRF, é a única responsável pela gestão. A antiga Abril Educação respondia por 28% do fundo principal ao fim de dezembro de 2017.

Com desempenho positivo, não há espaço, tecnicamente, para que esses ativos sejam vendidos para pagar cotistas de BRF, pois são carteiras e cotistas diferentes. Esses ativos, classificados como ilíquidos pela Tarpon, conforme os balanços, estão em fundos com prazo de oito anos e que são renováveis e nos quais o pagamento só ocorre na liquidação da carteira.

A despeito de não estarem dispostos a vender BRF pelos preços atuais de mercado, a percepção dos investidores que estão mantendo contado com a gestora é a de que estariam abertos a discussões com compradores de todo o bloco. A gestora tem atualmente pouco menos de 8% da BRF. Na bolsa, essa fatia vale hoje R$ 1,6 bilhão.

O time à frente da crise também procura explicar que vai se posicionar na discussão sobre o futuro da BRF, a respeito da chapa para o conselho de administração apresentada pelas fundações Petros e Previ, donas de 22% do capital, para troca de 70% dos membros do colegiado.

Exceto as conversas com investidores, todos os demais assuntos, porém, receberão atenção após a solução para a situação de Pedro Faria. Esse é o tema prioritário na Tarpon neste momento.
(Valor ) (Redação)
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