Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
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Brasil deve exportar mais soja, diz USDA
São Paulo, SP, 11 de Abril de 2018 - O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) também elevou ontem a estimativa para produção brasileira de soja na safra 2017/18. Além disso, reduziu a previsão para produção na Argentina e manteve a projeção para a colheita nos EUA, mas reduziu os estoques finais do país. Em seu relatório de oferta e demanda, o USDA ampliou em 2 milhões de toneladas a previsão para a colheita no Brasil, para 115 milhões de toneladas.

Em linha com o que esperavam analistas, depois que o governo chinês anunciou que vai taxar em 25% a soja americana, o USDA aumentou em quase 3 milhões a estimativa para as exportações brasileiras de soja, para 73,10 milhões de toneladas.

Mas o órgão não cortou as projeções para as exportações dos EUA, ainda estimadas em 56,20 milhões de toneladas. A produção também foi mantida em 119,52 milhões de toneladas em 2017/18. Gerando surpresa, o USDA reduziu a estimativa para o estoque final americano de soja, de 15,10 milhões para 14,97 milhões de toneladas, sem mexer nos números da demanda interna e estoque inicial.

Para a Argentina, que sofre com a seca, o USDA até superou as expectativas e cortou a produção de soja em 7 milhões de toneladas, para 40 milhões. Em decorrência da quebra naquele país, o órgão reduziu a projeção de produção global de soja em 1,77%, para 334,81 milhões de toneladas. Com isso, a estimativa para o estoque caiu na mesma proporção, para 90,80 milhões de toneladas. Refletindo os números, os contratos de segunda posição de soja fecharam com alta de 2,75 centavos em Chicago, a US$ 10,6025 por bushel.

No relatório de ontem, o USDA reduziu a estimativa para a produção mundial de milho no ciclo 2017/18, de 1,042 bilhão para 1,036 bilhão de toneladas. O número reflete principalmente o recuo da colheita na Argentina e no Brasil. Para os EUA, o USDA manteve a previsão de uma produção de 370,96 milhões de toneladas na safra 2017/18.

O órgão também deixou inalteradas as projeções para os embarques americanos de milho, em 56,52 milhões de toneladas. Mas elevou as previsões para os estoques do país, de 54,04 milhões de toneladas em março para 55,44 milhões ontem, refletindo perspectivas mais pessimistas para o consumo. Como resultado, o milho para julho caiu 1,25 centavo de dólar, para US$ 3,9775 por bushel em Chicago.

No caso do trigo, o USDA elevou a estimativa do estoque final da safra 2017/18 no mundo, para 271,22 milhões de toneladas, acima das 268,89 milhões projetadas em março. O órgão também revisou para cima, em 2 milhões de toneladas o estoque da safra passada, para 254,6 milhões de toneladas. Para a produção global do cereal, o USDA elevou em quase 1 milhão de toneladas a projeção, para 759,75 milhões de toneladas, graças, sobretudo, às previsões mais otimistas para o norte da África e países da ex- URSS.

O USDA não fez grandes mudanças nas previsões para o algodão no mundo e nos EUA. O órgão manteve a estimativa de colheita nos EUA em 2017/18 em 4,58 milhões de toneladas. Já a produção mundial foi estimada em 26,6 milhões de toneladas, ante as 26,55 milhões de março. E apesar da taxação de 25% do algodão dos EUA pela China, o USDA elevou a estimativa para os embarques totais do produto americano em 1,4%, para 3,27 milhões de toneladas.

(Valor ) (Redação)
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