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Milho: mercado recua mais de 2% na semana na CBOT e foco dos traders segue no plantio nos EUA
Campinas, SP, 14 de Maio de 2018 - Após duas semanas em alta, os futuros do milho voltaram a recuar na Bolsa de Chicago (CBOT). Segundo levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, os principais vencimentos da commodity caíram entre 1,54% e 2,40% ao longo da última semana.

Somente no pregão de sexta-feira (11), as cotações exibiram perdas de mais de 5 pontos, uma desvalorização de mais de 1%. O vencimento maio/18 era cotado a US$ 3,89 por bushel, enquanto o julho/18 operava a US$ 3,96 por bushel. O setembro/18 encerrou o dia a US$ 4,05 por bushel.

"Os futuros do cereal recuaram com um movimento de correção técnica e com alguns dados pessimistas do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)", reportou a Reuters internacional. O boletim foi divulgado na quinta-feira (10).

Para a nova temporada, o USDA aumentou a projeção para a safra global, para 1.056,074 bilhão de toneladas. Em contrapartida, os estoques recuaram em relação ao ciclo passado e foram estimados em 159,15 milhões de toneladas de milho.

No caso da safra dos EUA, o departamento estimou a safra em 356,64 milhões de toneladas e os estoques finais em 42,73 milhões de toneladas. As exportações da safra 2018/19 ficaram em 53,34 milhões de toneladas.

A perspectiva é que após o reporte do USDA as atenções dos investidores se voltem ao plantio da safra norte-americana. Até o último domingo, cerca de 39% da área havia sido cultivada. A média dos últimos anos para o período é de 44%. O órgão atualiza as informações de plantio na próxima segunda-feira.

Conforme informações do meteorologista da Commodity Weather, Joel Widenor, "mais chuvas e tempestades são previstas no centro-oeste e poderão diminuir o progresso do plantio nas próximas semanas".

Esse é o caso dos estados de Dakota do Norte e Minnesota, onde o plantio do cereal já registra um atraso considerável em relação à média dos últimos cinco anos. Em Minnesota, o atraso é de 23% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O especialista ainda completa que, "do outro lado do coração do cinturão do milho não está chovendo todos os dias e os eventos de chuva nas próximas semanas só duram de um a três dias". Com isso, o sentimento é que os períodos de seca limitarão as oportunidades que os agricultores têm de entrar em campo para concluir a semeadura ou começar a pulverizar, reportou o Agriculture.com.

"Isso significa que voltaremos a um modo relativamente mais lento em alguns desses pontos", explica Widenor. Estados como Kansas, Oklahoma, Texas, Colorado, Novo México, Arizona e Utah ainda precisam de precipitações.

Do mesmo modo, a seca no Brasil continua no radar dos participantes do mercado. Apesar do rompimento da massa de ar seco, por uma frente fria, as lavouras de milho já registram perdas consolidadas em muitas regiões.

Mercado brasileiro

Enquanto isso, no mercado brasileiro a semana foi de ligeiras altas aos preços do milho. Em Campo Grande (MS), a saca do cereal fechou a semana a R$ 33,00 e ganho de 10%. Na região de Assis (SP), o ganho foi de 6,06%, com a saca a R$ 35,00.

No Paraná, nas praças de Ubiratã, Londrina e Cascavel, a valorização foi de 3,33%, com a saca a R$ 31,00. Em Tangará da Serra (MT), o ganho ficou em 2,00% e a saca do milho a R$ 25,50. Já em Campinas (SP), a alta foi de 2,35%, com a saca a R$ 43,60.

O clima no Brasil segue no radar dos participantes do mercado. De acordo com informações da Climatempo, uma frente fria rompe a massa de ar seco nesta sexta-feira (11) e leva chuvas para o Sul do país e também ao sul de Mato Grosso do Sul.

Regiões, nas quais, as lavouras de milho eram castigadas pela seca, de mais de 30 dias, e pelas altas temperaturas. Ainda assim, é preciso avaliar a abrangência dessas chuvas e o potencial de recuperação das plantas em algumas regiões.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o presidente da Aprosoja São Paulo, Gustavo Chavaglia, reforçou a produção paulista já foi afetada e há perspectiva de queda no rendimento nesta temporada. E, normalmente, os agricultores conseguem colher mais de 100 sacas do grão por hectare.

Ainda nesta quinta-feira, a Agroconsult reduziu a sua projeção para a safrinha, de 63 milhões para 60 milhões de toneladas. "Se a estiagem permanecer, a safra poderá ser ainda menor", alertou a consultoria, em nota.

A Radar Investimentos ainda reportou nesta sexta-feira que "o temor em relação ao prolongamento da estiagem é crescente, já que também inicialmente se vê previsões de frentes frias".

Dólar

A moeda norte-americana fechou a sexta-feira a R$ 3,6008 na venda, com alta de 1,53%. O câmbio renovou o maior nível desde 31 de maio de 2016, quando o dólar fechou o dia a R$ 3,6123. Em três semanas, o câmbio acumula alta de 5,54%, informou a Reuters.

"A moeda subiu pela terceira semana seguida de valorização, com os investidores assumindo posições mais defensivas diante da cena política local, antes da divulgação de nova pesquisa eleitoral", divulgou a Reuters.
(Notícias Agrícolas) (Fernanda Custódio)
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