Sábado, 19 de Janeiro de 2019
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Soja: altas em Chicago amenizam pressão do dólar e portos do BR se mantêm acima dos R$ 85/saca
Campinas, SP, 23 de Maio de 2018 - Embora de forma mais tímida, os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago no pregão desta terça-feira (22) e fecharam o dia com altas de pouco mais de 5 pontos entre os principais vencimentos. Com isso, o julho/18 fechou com US$ 10,30 e o agosto/18 sendo negociado a US$ 10,34 por bushel.

A melhor relação entre China e Estados Unidos após a suspensão da guerra comercial entre os dois países continuou atuando como principal combustível para os preços neste pregão, com o mercado ainda refletindo essas informações.

"A China não tem como sobreviver sem a soja norte-americana", diz o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest Commodities.

Os participantes do mercado, ainda segundo analistas e consultores, vêm as próximas negociações com um pouco mais de otimismo e a melhora das exportações norte-americanas a partir deste momento.

"Os grãos continuam a adicionar riscos pelo segundo dia consecutivo, seguindo o otimismo depois das notícias do último fim de semana sobre americanos e chineses. Isso poderia confirmar uma volta da força das vendas americanas, ao lado da conclusão do plantio nos EUA e o clima dos EUA nos próximos dias como fatores-chave para uma direção dos preços daqui em diante", explica Jason Roose, analista da U.S. Commodities ao Agriculture.com.

Ainda assim, o impacto dos bons números do avanço do plantio da safra 2018/19 nos EUA tiveram impacto limitado sobre a formação das cotações neste pregão.

De acordo com o boletim semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 56% da área de soja já está plantada, contando com boas condições de clima no Corn Belt, contra 35% da semana passada, 50% de 2017 e 44% de média das últimas cinco safras. O mercado esperava, no caso da oleaginosa, algo entre 50% e 55%.

Preços no Brasil

Nesta terça-feira, o dólar registrou uma nova rodada de baixas e fechou o dia com 1,20% de queda, valendo R$ 3,6447, depois de bater em R$ 3,6268 na mínima do dia. A baixa no câmbio foi mais intensa do que os ganhos registrados na Bolsa de Chicago e a formação dos preços no Brasil foi prejudicada.

A moeda acompanhou a movimentação do cenário externo e sentiu ainda a atuação do Banco Central. "O dólar está enfraquecido... (com a) leitura de que a tensão entre Estados Unidos e China caminha para um desfecho sem a incidência de tarifas", comentou a corretora H.Commcor em relatório em nota da Reuters, citando o movimento da China pela redução de impostos em importação de automóveis.

O produto disponível, no porto de Paranaguá, fechou o dia com queda de 1,15% e R$ 86,00 por saca, enquanto em Rio Grande a perda foi de 0,81% para R$ 85,80. Na referência junho/18, o valor foi a R$ 86,50 por saca, recuando 0,57%.

Apesar disso, no interior do Brasil, algumas praças registraram bons ganhos em seus indicativos, como Ponta Grossa, no Paraná, onde o preço foi a R$ 86,00 com alta de 2,63%. No Rio Grande do Sul e na Bahia os preços também subiram.

Já no Centro-Oeste, as cotações recuaram. Em Sorriso/MT e São Gabriel do Oeste/MS, os preços perderam mais de 1% e fecharam o dia com, respectivamente, R$ 68,00 e R$ 72,00 por saca.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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