Domingo, 16 de Dezembro de 2018
Análise

Na copa da Rússia, quem perde é a carne suína brasileira

Russos vêm aumentando a produção interna e diminuindo as importações.
São Paulo, SP, 22 de Junho de 2018 - No ano passado, o mercado russo de carne suína ficou com 40% das exportações brasileiras. Parecia um mercado sólido e seguro para o Brasil também neste ano, devido ao período de Copa do Mundo e de aumento da demanda russa.

O Brasil não sabia, porém, que, como havia ocorrido com os europeus, o país estava prestes a perder um importante país importador. No último trimestre de 2017, os russos já davam sinais de que colocariam barreiras ao produto brasileiro. E colocaram em novembro, fechando as portas para a carne suína do Brasil.

Os brasileiros imaginavam que seria uma questão de tempo para o retorno da Rússia, devido à Copa. Seis meses depois, o retorno ainda não ocorreu.

A Rússia já havia suspendido as importações de carne suína, em 2014, dos Estados Unidos, da União Europeia, do Canadá, da Austrália e da Noruega, devido à crise política na Ucrânia.

Essa saída russa do mercado externo ocorreu porque há vários anos o país vem ampliando a produção de proteínas, principalmente as de carne suína e as de aves, em busca de uma autossuficiência.

Em vista dos mais recentes dados do setor na Rússia, a volta dos brasileiros, quando ocorrer, não deverá ser na mesma intensidade anterior.

Em 2010, os russos tiveram 29 milhões de suínos em suas granjas. Neste ano, o número atingirá 44 milhões. A produção de carne subiu de 1,9 milhão de toneladas para 3 milhões no mesmo período.

Já a necessidade de importação recuou de 900 mil toneladas, em 2010, para uma estimativa de 200 mil neste ano, segundo dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O consumo anual russo saiu de 2,8 milhões de toneladas, em 2010, para 3,2 milhões neste ano, colocando a Rússia como o quarto maior consumidor mundial. A China lidera isoladamente, com uma demanda de 56 milhões.

Sem a Rússia, o Brasil pode buscar a China. O país vem fazendo, no entanto, uma adequação do seu sistema de produção, que saiu de 51 milhões de toneladas em 2010 para 55 milhões neste ano.

As importações chinesas, que somaram 2,2 milhões em 2016, estão estimadas em 1,5 milhão de toneladas neste ano.

O Brasil pode até voltar com a taça da Rússia, mas as exportações de carne suína para aquele país não devem voltar mais aos patamares anteriores.
(Folha de São Paulo) (Mauro Zafalon)
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