Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019
Produção

Mercado futuro estimula confinamento bovino
São Paulo, SP, 10 de Julho de 2018 - Animados com os preços do boi gordo no mercado futuro e com a recente queda das cotações do milho, os pecuaristas brasileiros devem aumentar o número de bovinos sob engorda no sistema intensivo - o confinamento - em 2018. Em média, 10% do gado bovino abatido no país é oriundo dos confinamentos. O restante é alimentado a pasto. Considerando todos os sistemas de produção, os frigoríficos brasileiros abateram 30,8 milhões de cabeças em 2017, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"A rentabilidade do confinador está favorável", avalia o gerente-executivo da Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), Bruno Andrade. De acordo com o zootecnista, a diferença entre os preços do boi gordo no mercado físico e os contratos na B3 com vencimento em outubro anima os pecuaristas.

Na primeira semana de julho, o preço do boi gordo no Estado de São Paulo - referência para o restante do país - oscilou perto de R$ 140 por arroba, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Na sexta-feira passada, o indicador ficou em R$ 139,00.

Na comparação com o mercado futuro, a diferença é de quase 8%. Na B3, os contratos futuros de boi gordo para outubro estão na casa dos R$ 150 por arroba. O mês de outubro é referência porque é o período de concentração de comercialização de boi confinado para os frigoríficos. A atividade do confinamento é maior no segundo semestre devido à entressafra na pecuária. Com menos chuvas, a condição das pastagens piora. Por isso, a alternativa do confinamento, em que os animais são alimentados também com ração.

Considerando o último levantamento de intenção de confinamento feito pela Assocon com os associados da entidade, que representa criadores responsáveis por cerca de 80% do gado engordado no sistema intensivo, haverá um aumento de 11,9% dos animais confinados em 2018. A expectativa da Assocon é que 3,7 milhões bovinos sejam confinadas neste ano, ante 3,3 milhões de cabeças do ano passado.

O número ainda está longe do auge do sistema de confinamento, ressalta Andrade. O pico foi em 2014, quando os associados da entidade confinaram 4,6 milhões de cabeças de bovinos no país. De lá para cá, a atividade foi afetada por problemas como a quebra de safra de milho na temporada 2015/16 e pelas cotações mais altas do boi magro.

Juntos, boi magro e ração (feita a partir de milho e farelo de soja) representam 95% dos custos do confinamento, segundo estimativas da multinacional holandesa DSM. Dona da marca de sal mineral Tortuga, a DSM é a maior fornecedora de nutrição para bovinos. No segmento de confinamentos, a DSM tem 30% do mercado, segundo o gerente de confinamento da companhia, Marcos Baruselli.

Na DSM, a expectativa também é positiva para os confinamentos em 2018. A estimativa da empresa é que, em todo o país, 4,6 milhões de cabeças de bovinos sejam confinadas neste ano, alta de 9,5% ante as 4,2 milhões de cabeças do ano passado. Até 2020, o Brasil deverá alcançar a casa dos 5 milhões de cabeças confinadas por ano.

De acordo com o gerente da DSM, a expectativa de queda dos preços do milho deve impulsionar a atividade de confinamentos. "O milho vai cair agora com a safrinha. Vem uma oferta grande de Mato Grosso e Goiás", afirmou o executivo, em alusão ao início da colheita de milho de inverno.

A colheita da safrinha ainda está no início, mas os preços do milho no mercado interno já registram forte queda - influenciados pela maior produção americana. Fatores internos, como o impasse em torno do tabelamento do frete, também influenciam. Em junho, o preço do milho caiu 18,7%, para R$ 36,97 por saca, conforme indicador Esalq/BM&FBovespa. Na primeira semana de julho, o preço do cereal recuou (-2%), para R$ 36,22.

(Valor) (Luiz Henrique Mendes)
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