Sábado, 22 de Setembro de 2018
Matérias-Primas

Milho: mercado recua mais de 2% nesta 4ª em Chicago com foco na China e no clima no Meio-Oeste
Campinas, SP, 12 de Julho de 2018 - As crescentes tensões comerciais entre as duas maiores potências mundiais, Estados Unidos e China, geraram uma aversão ao risco nesta quarta-feira (11) e derrubaram as principais commodities agrícolas. No final desta terça-feira, o governo norte-americano ameaçou impor novas tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

Já o Ministério do Comércio da China informou, em nota, estar "chocado", que as ações são "completamente inaceitáveis" e que irá reclamar junto à Organização Mundial do Comércio, conforme informações Reuters. "Essa é uma luta entre unilateralismo e multilateralismo, protecionismo e livre comércio, poder e regras", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, nesta quarta-feira em entrevista à agência de notícias.

Diante desse cenário, o milho recuou pelo terceiro dia consecutivo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity ampliaram as perdas e encerraram a sessão com quedas de mais de 7 pontos, uma desvalorização de mais de 2%.

O vencimento julho/18 era cotado a US$ 3,31 por bushel, enquanto o setembro/18 operava a US$ 3,40 por bushel. O dezembro/18 finalizou o pregão a US$ 3,53 por bushel e o março/19 trabalhava a US$ 3,65 por bushel.

“No curto prazo, a China provavelmente não conseguirá tirar muito de seus negócios dos EUA, e o que eles provavelmente irão se deslocar. Mas, a longo prazo, isso lhes dá mais incentivo para desenvolver outros canais ”, disse Ted Seifried, analista da Zaner Ag Hedge em entrevista à Reuters internacional.

Paralelamente, as atenções dos participantes do mercado estão voltadas para o comportamento do clima no Meio-Oeste, já que grande parte das lavouras está em fase de polinização. O relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta quinta-feira, também segue em pauta.

"As previsões para uma mistura favorável de chuva e calor moderada na próxima semana no Meio-Oeste ressaltou a perspectiva de uma colheita abundante de milho e aumentou as expectativas de que o USDA aumente sua previsão de safra no boletim de amanhã", informou a Reuters.

Mercado brasileiro

Após um longo período sem oscilações expressivas, as cotações do milho negociadas no mercado interno tiveram um dia mais movimentado. Nesta quarta-feira, a saca caiu 7,69% em Jataí (GO) e terminou o dia a R$ 24,00. Já em Campinas (SP), a perda foi de 1,35%, com a saca do cereal a R$ 36,60.

Na região de Sorriso (MT), a alta ficou em 5,56%, com a saca do milho a R$ 19,00. Já em Ponta Grossa (PR), o ganho ficou em 2,94%, com a saca a R$ 35,00. No Oeste da Bahia, a saca subiu 3,13% e fechou o dia a R$ 33,00.

Os analistas ainda reforçam que as cotações permanecem pressionadas em meio ao andamento da colheita da segunda safra. Por outro lado, a questão do tabelamento do frete também tem impactado as negociações.

A MP 832, que estabelece preço mínimo para o frete rodoviário foi aprovado na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira. Medida será votada agora no plenário do Senado.
(Notícias Agrícolas) (Fernanda Custódio)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Sábado, 22/09
Sexta-Feira, 21/09
Siemens cria centro de competências de carnes no Brasil (08:58)
Rabobank: volatilidade associada ao Brasil é desafio para o mercado global (08:46)
Açúcar leva Brasil a acionar China na OMC (08:46)
Quinta-Feira, 20/09
Gestão de estoques se torna prioridade de Pedro Parente na BRF (11:48)
Só falta o aval da Casa Civil para pesquisador assumir a presidência da Embrapa (11:43)
Multinacional De Heus finca base de logística de carne em Caruaru (11:08)
Alterion ganha prêmio Innovspace (10:58)
BRF enfrenta crescente competição por milho com indústria de etanol (08:48)
Quarta-Feira, 19/09
Indústria vê queda na produção de ração no Brasil no 1º semestre e perspectiva negativa (10:26)
Idoso de 111 anos ‘ensina’ como viver muito e com saúde (09:52)
Arroz e feijão estão entre os alimentos mais desperdiçados no Brasil (09:49)
BRF está pronta para voltar aos “velhos tempos” (09:22)
Embrapa seguirá sob comando de pesquisador (08:56)
Soja: recuo em Chicago pesa sobre preços nos portos do BR, mas dólar e prêmios limitam baixa (07:59)
Simpósio de avicultura discutirá qualidade na produção de matrizes (07:58)
Brasil reforça vigilância para barrar eventual ingresso da peste suína africana (07:56)
Plantio da soja no Paraná atinge 9% da área e colheita do milho bate em 99% (07:13)
Sem oferta, mercado do boi gordo registra alta em São Paulo (07:12)
China está redirecionando investimentos dos EUA para a Europa (07:11)
Milho: focado na colheita nos EUA, mercado recua pelo segundo dia consecutivo na Bolsa de Chicago (07:00)
Terça-Feira, 18/09
Semana do Ovo 2018 conta com patrocínio da Label Rouge (13:43)
Wisium reforça presença no Nordeste (13:36)
Com Brexit, Europa se prepara para nova logística de importação (09:11)
VIII CLANA anuncia tema "Nutrição Animal e Produção Sustentável de Alimentos" (09:06)
Florence faz Sanderson Farms perder 1,7 milhão de frangos (08:41)
Porto de Roterdã mantém o rigor na fiscalização de carnes do Brasil (08:37)
Governo reduz novamente orçamento para o seguro rural (08:25)
Tabela de frete provoca aumento nas importações brasileiras de cereais (08:23)
Surto de febre suína na China favorece criadores de frango (08:20)
Milho: em Chicago, mercado fecha pregão desta 2ª em campo negativo de olho na colheita nos EUA (08:18)
Soja tem novo dia de baixas em Chicago nesta 3ª ainda sentindo pressão da disputa EUA x China (08:07)