Sábado, 22 de Setembro de 2018
Exportação

País contesta veto a frigoríficos pela UE
Genebra, 12 de Julho de 2018 - O Brasil levará nesta quinta-feira o conflito do frango com a União Europeia (UE) para um comitê da Organização Mundial do Comércio (OMC), além de outros problemas que atingem as vendas de carnes para Rússia, México e Panamá. As questões vão ser apresentadas no Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS). Não se trata ainda de disputa diante dos juízes da OMC, mas do que é chamado no jargão de "preocupações comerciais específicas", uma forma de pressão inicial.

O caso mais importante é a decisão da UE que retirou 20 frigoríficos brasileiros de carne de frango (um deles também produz carne bovina processada) da lista de unidades autorizadas a exportar aos 27 países-membros do bloco. Entre as plantas embargadas, 12 são da BRF.

Em sua argumentação, Bruxelas menciona dúvidas sobre a capacidade de as empresas terem um bom controle sanitário da salmonela, problema que veio à tona na Operação Trapaça. A investigação, deflagrada em março, apura esquema de fraudes envolvendo laboratórios na análise de bactérias.

Para o Brasil, esse tipo de dúvida não pode ser justificativa, está longe de ser científica, e não há razões para Bruxelas manter as 20 plantas fora da lista de autorizadas a exportar. A segunda preocupação comercial específica contra a UE é sobre a mudança de classificação do frango salgado. Isso elevou a tarifa de importação, que o Brasil continua a contestar.

O terceiro caso é sobre a carne suína para o México. Os produtores brasileiros querem ter acesso ao mercado, o terceiro maior importador mundial do produto. Mas o México continua a não aceitar a equivalência de certificados sanitários, após anos de discussões.

O Brasil vai reclamar que se trata de uma demora não justificada e que é hora de negociar a certificação sanitária. Para analistas, isso é ainda mais importante porque o México aumentou a tarifa para a carne suína dos EUA, que era seu principal fornecedor. A Europa, que tem acordo bilateral com o México, está pronta para se aproveitar disso. Os brasileiros têm a mesma esperança.

Também será apresentada preocupação comercial no caso de embargos feitos pela Rússia às carnes bovina e suína brasileira. O veto ocorreu porque Moscou diz ter detectado resíduos do promotor de crescimento ractopamina em lotes de carne suína brasileira.

Para suspender o embargo, Moscou exige uma série de esclarecimentos adicionais. As indicações são de que só gradualmente o país vai reabrir o mercado ao Brasil. Enquanto isso, a delegação brasileira quer saber por que a carne bovina também foi alvejada, se o problema foi detectado em carne suína.

No caso do Panamá, trata-se de barreira à entrada de frango. Em 2016, o país autorizou 20 plantas brasileiras a exportar para seu mercado. Só que imediatamente produtores locais protestaram e o governo panamenho voltou atrás suspendendo as autorizações sem justificativa científica. O Brasil quer voltar a ter o sinal verde para exportar.

Além disso, o governo brasileiro apresentará propostas para melhorar a aplicação do Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias, para assegurar, por exemplo, que barreiras só sejam impostas com base realmente científica.

(Valor) (Assis Moreira)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Sábado, 22/09
Sexta-Feira, 21/09
Siemens cria centro de competências de carnes no Brasil (08:58)
Rabobank: volatilidade associada ao Brasil é desafio para o mercado global (08:46)
Açúcar leva Brasil a acionar China na OMC (08:46)
Quinta-Feira, 20/09
Gestão de estoques se torna prioridade de Pedro Parente na BRF (11:48)
Só falta o aval da Casa Civil para pesquisador assumir a presidência da Embrapa (11:43)
Multinacional De Heus finca base de logística de carne em Caruaru (11:08)
Alterion ganha prêmio Innovspace (10:58)
BRF enfrenta crescente competição por milho com indústria de etanol (08:48)
Quarta-Feira, 19/09
Indústria vê queda na produção de ração no Brasil no 1º semestre e perspectiva negativa (10:26)
Idoso de 111 anos ‘ensina’ como viver muito e com saúde (09:52)
Arroz e feijão estão entre os alimentos mais desperdiçados no Brasil (09:49)
BRF está pronta para voltar aos “velhos tempos” (09:22)
Embrapa seguirá sob comando de pesquisador (08:56)
Soja: recuo em Chicago pesa sobre preços nos portos do BR, mas dólar e prêmios limitam baixa (07:59)
Simpósio de avicultura discutirá qualidade na produção de matrizes (07:58)
Brasil reforça vigilância para barrar eventual ingresso da peste suína africana (07:56)
Plantio da soja no Paraná atinge 9% da área e colheita do milho bate em 99% (07:13)
Sem oferta, mercado do boi gordo registra alta em São Paulo (07:12)
China está redirecionando investimentos dos EUA para a Europa (07:11)
Milho: focado na colheita nos EUA, mercado recua pelo segundo dia consecutivo na Bolsa de Chicago (07:00)
Terça-Feira, 18/09
Semana do Ovo 2018 conta com patrocínio da Label Rouge (13:43)
Wisium reforça presença no Nordeste (13:36)
Com Brexit, Europa se prepara para nova logística de importação (09:11)
VIII CLANA anuncia tema "Nutrição Animal e Produção Sustentável de Alimentos" (09:06)
Florence faz Sanderson Farms perder 1,7 milhão de frangos (08:41)
Porto de Roterdã mantém o rigor na fiscalização de carnes do Brasil (08:37)
Governo reduz novamente orçamento para o seguro rural (08:25)
Tabela de frete provoca aumento nas importações brasileiras de cereais (08:23)
Surto de febre suína na China favorece criadores de frango (08:20)
Milho: em Chicago, mercado fecha pregão desta 2ª em campo negativo de olho na colheita nos EUA (08:18)
Soja tem novo dia de baixas em Chicago nesta 3ª ainda sentindo pressão da disputa EUA x China (08:07)