Sábado, 16 de Fevereiro de 2019
Empresas

Dívida cresce, mas acordo com bancos anima BRF
São Paulo, SP, 13 de Agosto de 2018 - A despeito da trajetória explosiva de seu endividamento, a BRF considera ter a vida resolvida com os bancos até 2020, de acordo com uma fonte próxima. Desde que Pedro Parente assumiu a presidência do conselho de administração da companhia, no fim de abril, a BRF fechou acordos com três dos mais importantes bancos: Itaú, Bradesco e Banco do Brasil.

A avaliação é que, com esses acordos, a empresa poderá avançar no processo de venda dos ativos na Argentina, Tailândia e Europa sem estar com uma faca no pescoço. A partir dos acordos com os bancos, a BRF conseguiu rolar boa parte dos passivos que venciam neste e no próximo ano.

Quando a BRF divulgou o resultado do primeiro trimestre, em maio, a situação delicada ficou escancarada. Sofrendo com embargos que minaram a capacidade de geração de caixa, a BRF tinha de lidar um cronograma de vencimento das dívidas apertado. Do endividamento de R$ 21,3 bilhões, R$ 8,3 bilhões venciam em 2018 e 2019 - R$ 2,6 bilhões este ano e R$ 5,7 bilhões no próximo.

De lá para cá, o montante que vence até 2019 caiu para cerca de R$ 5,1 bilhões - R$ 1,8 bilhão neste ano e o restante no próximo. Essa redução foi obtida, sobretudo, com os contratos de novos financiamentos e rolagem firmados com Banco do Brasil, Bradesco e Itaú.

O principal desses acordos foi com o Banco do Brasil. Conforme a empresa anunciou em julho, o acordo de R$ 3,2 bilhões com o banco estatal consistiu na rolagem e concessão de novos empréstimos, que agora vencerão em três anos. Somado ao acordo com o Bradesco, o montante renegociado atingiu R$ 4,3 bilhões.

O próximo passo na estratégia da BRF é atingir a meta de monetizar R$ 5 bilhões ainda este ano com o plano de emergência anunciado no fim de junho por Parente.

Na última sexta-feira, antes da divulgação do resultado do segundo trimestre, a BRF anunciou a contratação dos bancos Votorantim, Bradesco BBI e BB Investimentos para antecipar R$ 750 milhões em recebíveis por meio da estruturação de um fundo de investimentos de direitos creditórios (FDIC). Com isso, a companhia ainda precisa de R$ 4,2 bilhões para monetizar os R$ 5 bilhões. A expectativa é que a maior parte venha da venda dos ativos operacionais na Argentina, Tailândia e Europa. A venda de ativos não operacionais (florestas e participações minoritárias) também está no radar.

Se conseguir mesmo monetizar os R$ 5 bilhões, a BRF dará mais um passo importante na equalização das dívidas. Não à toa, esse montante cobriria praticamente toda a dívida da empresa que vencerá em 2018 e 2019. No fim do segundo semestre, a dívida bruta da BRF totalizava R$ 23,2 bilhões. O prazo médio do pagamento é 3,5 anos.

Em outra frente, a empresa também está pronta para captar cerca de US$ 1 bilhão em bonds com vencimento em dez anos. Assim que houver uma oportunidade no mercado, a BRF fará essa emissão, disse uma fonte. A avaliação na empresa é que, ao menos até 2019, essa oportunidade vai aparecer. Com a emissão desses bonds, a companhia alongaria bem as dívidas. Os principais vencimentos passariam a ser nos anos de 2022 e 2023.

Se esse cenário de reestruturação das dívidas tiver êxito, como fontes próximas à BRF acreditam, a empresa poderá concentrar as atenções na área operacional, que sofreu muito nos últimos anos e ainda preocupa os analistas, sobretudo nos negócios fora do Brasil. Na última sexta-feira, a BRF reportou um prejuízo de mais de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre e sinalizou que a tendência negativa no mercado internacional deve prosseguir, o que fez suas ações caírem mais de 6,4% na B3, a R$ 20,44.

Para a BRF, recuperar mercados, como Rússia e União Europeia, seria de grande valia. Em teleconferência na sexta-feira, Parente demonstrou otimismo com a reabertura russa. A Europa, porém, parece um sonho distante. Fontes graduadas são pessimistas a esse respeito. A era em que o Brasil exportava 400 mil toneladas de carne de frango acabou, vaticina um executivo muito próximo à BRF.

(Valor) (Luiz Henrique Mendes)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Sábado, 16/02
Sexta-Feira, 15/02
Frango: Cepea aponta que poder de compra vem registrando mais um mês de queda (09:32)
Ovos: preços de fevereiro são os maiores desde junho/2018, destaca Cepea (09:30)
China anuncia tarifas de até 32,4% ao frango brasileiro por 5 anos (08:21)
Para cobrir rombo, Estados elevam tributação sobre agronegócio (08:11)
Suíno Vivo: altas em SP, PR, MG e GO (08:08)
Boi Gordo: mercado em ritmo lento (08:06)
Boi Gordo: volume de animais abatidos no BR se eleva em 2018 (08:05)
Milho: mercado estável (08:04)
Soja: preços registram alta (08:00)
MSD Saúde Animal patrocina Congresso de Ovos e debate complexo respiratório em espaço empresarial (07:43)
Quinta-Feira, 14/02
Mercado será foco dos debates na abertura do Simpósio Brasil Sul de Avicultura (13:52)
2ª Conbrasul Ovos abre período de inscrições online (13:38)
Indústria de alimentos prevê avanço de até 4% (09:34)
Etanol de milho avança (09:32)
Nova regra incentiva emissão de letras de crédito do agronegócio (08:50)
Pilgrim’s Pride registra prejuízo de US$ 8,2 milhões no 4º trimestre (08:40)
Recall da BRF expõe falha e transparência (08:38)
IOB segue sua campanha em São Paulo (08:26)
Vetanco homenageia Cooperitaipu (08:22)
Suíno Vivo: estabilidade nas cotações (08:16)
Boi: em SP, preço da arroba está estável (08:12)
Milho: estabilidade domina o dia (08:05)
Preços da soja sobem no Brasil nesta 4ª feira (08:00)
Quarta-Feira, 13/02
VAXXITEK® já imunizou 100 bilhões de aves contra Marek e Gumboro (11:53)
Santa Catarina começa o ano com alta nas exportações de carnes (11:23)
Por salmonela, BRF faz recall de lotes de frango no Brasil e exterior (08:22)
Exportações do agronegócio sobem 6% em 12 meses e somam US$ 102,14 bilhões (08:07)
Suíno Vivo: alta de 5,12% em SC (08:05)
Boi gordo: oferta restrita dificulta a compra pelos frigoríficos (08:03)
Mercado Interno do milho permanece estável (08:00)
Brasil proíbe uso de antibióticos promotores de crescimento (07:51)
Clima adverso faz Conab e IBGE reduzirem projeções para safra (07:50)
SP: produção de grãos deve superar sete milhões de toneladas (07:49)
Terça-Feira, 12/02
IBGE: Cai o abate de frangos, sobe o de bovinos e suínos (10:51)
Prêmio Lamas de pesquisa avícola está com inscrições abertas (08:22)
NUCLEOVET faz evento de lançamento dos Simpósios 2019 em Chapecó (08:20)
Suíno Vivo: alta de 2,94% no PR (08:09)
Mercado do boi gordo retoma fôlego (08:06)
Mercado interno do milho apresenta pouca movimentação (08:04)
Produção de soja poderá ser a menor em três anos (08:02)
Preços da soja no Brasil apresentam poucas mudanças (08:00)
Por que ainda não sou vegetariano (07:57)
Após suspensão, exportadores de frango do Brasil vão a Riad (07:56)
No centro de inovação da BRF, um olhar sobre o futuro da embalagem (07:55)