Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
Empresas

Dívida cresce, mas acordo com bancos anima BRF
São Paulo, SP, 13 de Agosto de 2018 - A despeito da trajetória explosiva de seu endividamento, a BRF considera ter a vida resolvida com os bancos até 2020, de acordo com uma fonte próxima. Desde que Pedro Parente assumiu a presidência do conselho de administração da companhia, no fim de abril, a BRF fechou acordos com três dos mais importantes bancos: Itaú, Bradesco e Banco do Brasil.

A avaliação é que, com esses acordos, a empresa poderá avançar no processo de venda dos ativos na Argentina, Tailândia e Europa sem estar com uma faca no pescoço. A partir dos acordos com os bancos, a BRF conseguiu rolar boa parte dos passivos que venciam neste e no próximo ano.

Quando a BRF divulgou o resultado do primeiro trimestre, em maio, a situação delicada ficou escancarada. Sofrendo com embargos que minaram a capacidade de geração de caixa, a BRF tinha de lidar um cronograma de vencimento das dívidas apertado. Do endividamento de R$ 21,3 bilhões, R$ 8,3 bilhões venciam em 2018 e 2019 - R$ 2,6 bilhões este ano e R$ 5,7 bilhões no próximo.

De lá para cá, o montante que vence até 2019 caiu para cerca de R$ 5,1 bilhões - R$ 1,8 bilhão neste ano e o restante no próximo. Essa redução foi obtida, sobretudo, com os contratos de novos financiamentos e rolagem firmados com Banco do Brasil, Bradesco e Itaú.

O principal desses acordos foi com o Banco do Brasil. Conforme a empresa anunciou em julho, o acordo de R$ 3,2 bilhões com o banco estatal consistiu na rolagem e concessão de novos empréstimos, que agora vencerão em três anos. Somado ao acordo com o Bradesco, o montante renegociado atingiu R$ 4,3 bilhões.

O próximo passo na estratégia da BRF é atingir a meta de monetizar R$ 5 bilhões ainda este ano com o plano de emergência anunciado no fim de junho por Parente.

Na última sexta-feira, antes da divulgação do resultado do segundo trimestre, a BRF anunciou a contratação dos bancos Votorantim, Bradesco BBI e BB Investimentos para antecipar R$ 750 milhões em recebíveis por meio da estruturação de um fundo de investimentos de direitos creditórios (FDIC). Com isso, a companhia ainda precisa de R$ 4,2 bilhões para monetizar os R$ 5 bilhões. A expectativa é que a maior parte venha da venda dos ativos operacionais na Argentina, Tailândia e Europa. A venda de ativos não operacionais (florestas e participações minoritárias) também está no radar.

Se conseguir mesmo monetizar os R$ 5 bilhões, a BRF dará mais um passo importante na equalização das dívidas. Não à toa, esse montante cobriria praticamente toda a dívida da empresa que vencerá em 2018 e 2019. No fim do segundo semestre, a dívida bruta da BRF totalizava R$ 23,2 bilhões. O prazo médio do pagamento é 3,5 anos.

Em outra frente, a empresa também está pronta para captar cerca de US$ 1 bilhão em bonds com vencimento em dez anos. Assim que houver uma oportunidade no mercado, a BRF fará essa emissão, disse uma fonte. A avaliação na empresa é que, ao menos até 2019, essa oportunidade vai aparecer. Com a emissão desses bonds, a companhia alongaria bem as dívidas. Os principais vencimentos passariam a ser nos anos de 2022 e 2023.

Se esse cenário de reestruturação das dívidas tiver êxito, como fontes próximas à BRF acreditam, a empresa poderá concentrar as atenções na área operacional, que sofreu muito nos últimos anos e ainda preocupa os analistas, sobretudo nos negócios fora do Brasil. Na última sexta-feira, a BRF reportou um prejuízo de mais de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre e sinalizou que a tendência negativa no mercado internacional deve prosseguir, o que fez suas ações caírem mais de 6,4% na B3, a R$ 20,44.

Para a BRF, recuperar mercados, como Rússia e União Europeia, seria de grande valia. Em teleconferência na sexta-feira, Parente demonstrou otimismo com a reabertura russa. A Europa, porém, parece um sonho distante. Fontes graduadas são pessimistas a esse respeito. A era em que o Brasil exportava 400 mil toneladas de carne de frango acabou, vaticina um executivo muito próximo à BRF.

(Valor) (Luiz Henrique Mendes)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Quinta-Feira, 20/09
Gestão de estoques se torna prioridade de Pedro Parente na BRF (11:48)
Só falta o aval da Casa Civil para pesquisador assumir a presidência da Embrapa (11:43)
Multinacional De Heus finca base de logística de carne em Caruaru (11:08)
Alterion ganha prêmio Innovspace (10:58)
BRF enfrenta crescente competição por milho com indústria de etanol (08:48)
Quarta-Feira, 19/09
Indústria vê queda na produção de ração no Brasil no 1º semestre e perspectiva negativa (10:26)
Idoso de 111 anos ‘ensina’ como viver muito e com saúde (09:52)
Arroz e feijão estão entre os alimentos mais desperdiçados no Brasil (09:49)
BRF está pronta para voltar aos “velhos tempos” (09:22)
Embrapa seguirá sob comando de pesquisador (08:56)
Soja: recuo em Chicago pesa sobre preços nos portos do BR, mas dólar e prêmios limitam baixa (07:59)
Simpósio de avicultura discutirá qualidade na produção de matrizes (07:58)
Brasil reforça vigilância para barrar eventual ingresso da peste suína africana (07:56)
Plantio da soja no Paraná atinge 9% da área e colheita do milho bate em 99% (07:13)
Sem oferta, mercado do boi gordo registra alta em São Paulo (07:12)
China está redirecionando investimentos dos EUA para a Europa (07:11)
Milho: focado na colheita nos EUA, mercado recua pelo segundo dia consecutivo na Bolsa de Chicago (07:00)
Terça-Feira, 18/09
Semana do Ovo 2018 conta com patrocínio da Label Rouge (13:43)
Wisium reforça presença no Nordeste (13:36)
Com Brexit, Europa se prepara para nova logística de importação (09:11)
VIII CLANA anuncia tema "Nutrição Animal e Produção Sustentável de Alimentos" (09:06)
Florence faz Sanderson Farms perder 1,7 milhão de frangos (08:41)
Porto de Roterdã mantém o rigor na fiscalização de carnes do Brasil (08:37)
Governo reduz novamente orçamento para o seguro rural (08:25)
Tabela de frete provoca aumento nas importações brasileiras de cereais (08:23)
Surto de febre suína na China favorece criadores de frango (08:20)
Milho: em Chicago, mercado fecha pregão desta 2ª em campo negativo de olho na colheita nos EUA (08:18)
Soja tem novo dia de baixas em Chicago nesta 3ª ainda sentindo pressão da disputa EUA x China (08:07)
Segunda-Feira, 17/09
Semestre na avicultura foi marcado por alta de custos para a agroindústria (15:16)
O preço do milho deve subir mais? (11:17)
Vetanco realiza treinamento técnico para equipe da Vibra (11:01)
Brasil é convidado de honra em feira na China (09:03)
FGV: Câmbio deixa commodities mais caras e acelera IGP-10 de setembro (08:56)
Exportação perde força com exigência de sustentabilidade (08:54)
Missão na Ásia e Oriente busca ampliar e buscar novos mercados (08:53)
Apesar de embargos, agroindústria de SC aumenta exportação de carne de frango e suína no 1º semestre (08:42)
Exportações do agronegócio cresceram 3,6% em agosto, para US$ 9,3 bi (08:33)
Embrapa abre edital para seleção de parceiro para multiplicação e comercialização de linhagens de aves de corte e postura (08:28)
Na Semana do Ovo, IOB promove Curso ministrado por nutricionistas (08:26)
Agronegócio critica sucessão na Embrapa (08:21)
FRANGO/CEPEA: procura aumenta e eleva cotações (08:09)
OVOS/CEPEA: preço médio na 1ª quinzena é menor que o de agosto (08:08)
Milho: com perspectiva de grande safra nos EUA, mercado recua mais de 4% na semana em Chicago (08:06)
Apesar da queda do dólar, soja disponível sobe 2% em Paranaguá nesta 6ª e bate R$ 100/sc (08:00)
Sexta-Feira, 14/09
Brasil e Chile querem aumentar integração comercial no agro (09:33)
Rede de frango frito Popeyes chega ao Brasil até o fim de 2018 (09:28)
Adair Junior Alves - Assistente Técnico/Comercial, completa seu primeiro ano de atuação na Vetanco (08:56)
Brasil falha nas exportações de processados (07:33)
Cargill anuncia aquisição de participação minoritária na Agriness (07:29)
MP prevê volta de horas-extras de fiscais (07:25)
China se destaca por agregar valor nas cadeias agrícolas (07:23)
Câmbio impulsiona vendas de safras futuras no Brasil, exceto para quem deve em dólar (07:20)
Soja: diante da alta do dólar, preços sobem mais de 2% nesta 5ª no Porto de Paranaguá (07:18)