Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
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Milho: com clima favorável nos EUA, mercado recua nesta 2ª na CBOT e consolida 3ª desvalorização consecutiva
Campinas, SP, 14 de Agosto de 2018 - A sessão desta segunda-feira (13) foi negativa aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal recuaram mais de 1 ponto. O setembro/18 trabalhava a US$ 3,56 por bushel, enquanto o dezembro/18 era cotado a US$ 3,70 por bushel e o março/19 era negociado a US$ 3,82 por bushel. As cotações da commodity recuaram pelo terceiro dia consecutivo.

As cotações do milho foram pressionadas pelas boas perspectivas em relação ao clima no Meio-Oeste. " As previsões de tempo bom em grande parte do Meio-Oeste dos EUA pesam no mercado de milho, juntamente com declínios no trigo e na soja", informou a Reuters internacional.

Os últimos mapas climáticos indicavam chuvas acima da normalidade, em boa parte do cinturão de produção. Já as temperaturas deverão ficara abaixo e dentro da média nos próximos dias. Cerca de 71% das lavouras de milho apresentavam boas ou excelentes condições até a última semana. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualiza os números no final desta segunda-feira.

Na semana encerrada no dia 9 de agosto, os embarques de milho ficaram em 1.261,9 milhão de toneladas. O número ficou dentro das estimativas dos investidores, entre 790 mil a 1,6 milhão de toneladas. Com o volume, a quantidade embarcada na temporada está em 54.036,457 milhões de toneladas.

Ainda hoje, o USDA também reportou a venda de 213,3 mil toneladas de milho para o México. Do total negociado, cerca de 142,2 mil toneladas deverão ser entregues no ano comercial 2018/19 e o restante, de 71,1 mil toneladas, no ciclo 2019/20.

Mercado brasileiro

Enquanto isso, no mercado doméstico as cotações do cereal permanecem firmes desde meados de julho. Conforme levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, em Castro (PR), a saca do cereal subiu 2,70% e fechou a segunda-feira a R$ 38,00.

No Oeste da Bahia, a alta foi de 2,42%, com a saca do cereal a R$ 31,75. Em Campinas (SP), a valorização foi de 2,35%, com a saca a R$ 43,60.

Na contramão desse cenário, em Sorriso (MT), o preço caiu 4,76%, com a saca a R$ 20,00. Em Brasília, a perda foi de 3,33%, com a saca a R$ 29,00.

O mercado ainda encontra suporte na postura dos produtores rurais em segurarem as vendas, de acordo com os especialistas. O movimento foi reforçado na semana anterior, quando a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) revisou novamente a projeção para a safrinha de milho.

Em agosto, a projeção para a safrinha de milho ficou em 55,35 milhões de toneladas na temporada 2017/18. O número representa uma queda de quase 18% em relação ao colhido no ciclo anterior, de 67,38 milhões de toneladas.

"Já compradores com necessidades de repor estoques no curto prazo precisam elevar os valores de suas ofertas para conseguir realizar novos negócios. O maior interesse por parte da indústria tem feito com que as altas ocorram em maior intensidade nas negociações entre empresas do que no preço pago ao produtor, principalmente em estados consumidores, como São Paulo e Santa Catarina", informou o Cepea em seu comentário semanal.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,8973 na venda, com alta de 0,86%. Ainda segundo a Reuters, o dólar permaneceu em alta diante da situação da Turquia mantendo a aversão ao risco nos mercados mundiais, principalmente nos países emergentes.
(Notícias Agrícolas) (Fernanda Custódio)
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