Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
Mercado Externo

China se destaca por agregar valor nas cadeias agrícolas
Genebra, Suíça, 14 de Setembro de 2018 - A China emergiu como “key player” nas cadeias globais de valor na agricultura, com um avanço nessa frente que de longe superou o do Brasil e de outros grandes países exportadores, segundo estudo ao qual o Valor teve acesso elaborado por cinco importantes referências internacionais: Organização Mundial do Comércio (OMC), Organização para Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE), a agência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), Banco Mundial e Centro Internacional de Comércio (ITC).

Esse documento será examinado nesta sexta-feira pelos ministros de Comércio das principais economias desenvolvidas e emergentes, em reunião do G20 em Mar del Plata (Argentina). Nas Cadeias Globais de Valor (CGV), a análise envolve a evolução da produção em estágios que agregam valor. Em cada estágio, o produtor, para realizar seu trabalho, compra insumos e emprega fatores de produção (capital, terra e trabalho).

As CGVs alteraram a natureza de produção e especialização ao redor do mundo. O movimento é mais óbvio nas manufaturas, mas mudanças similares estão em curso nos setores agrícola e de alimentos, constata o estudo. E, por sua vez, mudanças no comércio internacional agro-alimentar estão tendo impacto nesses setores — na produtividade, no crescimento da produção e na melhora dos meios de subsistência.

Conforme o trabalho, as CGVs no setor agroalimentar estão cada vez mais concentradas em “hubs” específicos, em torno da China, Estados Unidos e Alemanha. Esses países têm as maiores ofertas e demandas por valor agregado nas cadeias globais no setor agrícola. A China, sobretudo, registrou o maior crescimento no uso de produtos agrícolas com valor agregado para exportação e também no suprimento de produtos para essas cadeias.

A participação da China no crescimento do comércio agrícola com valor agregado para uso nas CGVs estava próximo a 27% na estimativa mais recente, superando a soma dos três maiores países que aparecem em seguida na lista: Brasil (8%), Estados Unidos (8%) e Índia (6%). Vários países europeus foram responsáveis por ganhos importantes no crescimento do comércio agrícola com valor agregado entre os anos de 2004 e 2014.

Além do suprimento para exportações, a concentração também é forte do lado dos compradores de produtos agrícolas com valor agregado incluídos na cadeia global. Para essa forma de comércio de CGV, os Estados Unidos são o comprador mais central, mas outros países são proeminentes, como é o caso de China, Alemanha, Japão e vários europeus.

O estudo das organizações internacionais aponta diferença considerável nos setores agroalimentares na extensão e na maneira como participam das Cadeias Globais de Valor . Alguns produtos, especialmente perecíveis, têm pouca participação direta, casos do arroz com casca, do leite, da cana-de-açúcar e da beterraba. A participação desses segmentos acontece por meio de conexões com outros setores de processamento domésticos.

As políticas de comércio e investimento têm influência fundamental na participação das CGVs — As tarifas de importação e taxas cobradas nas exportações reduzem a participação de um setor nas cadeias. Medidas não tarifárias (como sanitárias e fitossanitárias (SPS) e barreiras técnicas ao comércio (TBT) também reduzem a participação, por motivarem aumento de custos.

Em contrapartida, infraestrutura de transporte, educação e aportes em pesquisa e desenvolvimento agrícola são positivamente relacionados à criação de valor agregado interno e tem reflexos positivos na participação das CGV. Outros fatores, como a capacidade de atender aos padrões privados (representados pelo número de produtores credenciados), também são importantes em diversos países.

Para que um país maximize a participação nas CGVs, o estudo sugere que os governos façam um mix de ações políticas domésticas e globais. Como as CGVs no setor agroalimentar se tornam mais complexas e requerem maior nível de investimento, uma das propostas é a promoção de “princípios responsáveis” de investimentos, por exemplo.

Mas no G20 os problemas começam quando uma das propostas é corrigir distorções no comércio, em particular nas tarifas e barreiras não tarifárias. EUA e vários países europeus nem querem ouvir falar de desmontar seus subsídios. Mas, com esse novo estudo, o G20 pelo menos terá colocado foco em uma nova tendência no comércio agrícola internacional.

(Valor) (Assis Moreira)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Quarta-Feira, 12/12
Pioneirismo e inovação marcam 10 anos da Yes (10:12)
Exportações de carne bovina deverão bater novos recordes no ano que vem (08:41)
Embrapa fecha acordo com Sindan para pré-análise de novos produtos veterinários (08:40)
Granja do Cedro é destaque de pecuária no prêmio “As melhores da Dinheiro Rural” (08:40)
Safra pode repetir recorde com 238,4 milhões de toneladas (07:57)
Encontro de Avicultores premia os melhores da Integração Aurora/Cocari (07:56)
Assembleia Legislativa de Goiás homenageia dirigentes da Pif Paf Alimentos (07:54)
BRDE assina contratos de R$ 100 milhões com cooperativas paranaenses durante encontro da Ocepar (07:53)
A crescente preocupação com ectoparasitas e os prejuízos econômicos causados por estes (07:50)
Milho: Bolsa de Chicago segue tendência do dia e fecha terça-feira com pouca movimentação (07:50)
Além do enriquecimento de ovos, selênio apresenta benefícios produtivos (07:48)
Aviagen Estreia “I Escola de Incubação” da América Latina (07:25)
Terça-Feira, 11/12
Cresce dependência do agronegócio brasileiro das importações chinesas (08:06)
Milho: cotação da Bolsa de Chicago encerra segunda-feira próxima da estabilidade (08:03)
Soja: Brasil fecha o dia com estabilidade com recuo de Chicago e dos prêmios (08:00)
Mercado do boi gordo apresenta cenários distintos (07:58)
Inaugurado laboratório de referência em Campinas (07:55)
Segunda-Feira, 10/12
Sexta-Feira, 07/12
Cresce mobilização de caminhoneiros por nova paralisação (16:15)
Conferência FACTA WPSA-Brasil 2019 já tem data e temas definidos (12:52)
Qualidade de água é tema de palestra da Vetanco (09:50)
Cobb-Vantress premia melhores lotes da região Nordeste (09:07)
NUCLEOVET apresenta planejamento 2019 em evento em SP (09:03)
FRANGO/CEPEA: exportações recuam, mas valores da carne sobem em novembro (08:14)
Início de dezembro apresenta maior firmeza nas cotações do boi gordo (08:04)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quinta-feira com leves baixas (08:00)
A pedido da CNA, STF suspende multas pelo descumprimento da tabela do frete (07:37)
Paraná desburocratiza processo de licenciamento ambiental (07:30)
Depois do frango, Marrocos libera importação de carne bovina dos EUA (06:28)
Quinta-Feira, 06/12
Avicultura gaúcha sofre após desabilitação de unidades de abate (23:34)
“Conexão Aviagen” promove o crescimento e o sucesso do Ross 308 AP (08:50)
SUÍNOS/CEPEA: em novembro, média do vivo é a maior em 2018 em muitas regiões (08:28)
BOI/CEPEA: diferentes necessidades seguem resultando em oscilação do indicador (08:20)
Efeito da trégua entre EUA e China já é menor sobre commodities agrícolas (08:15)
Boi Gordo: preço sobe em São Paulo (08:10)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quarta-feira com preços do milho estáveis (08:05)
Soja: Chicago estável e prêmios em queda levam disponível em Paranaguá aos R$ 79 nesta 4ª feira (08:00)
PIB do agronegócio do Brasil deve crescer 2% em 2019, prevê CNA (07:23)
SC aumenta exportação de frango em 14% e a de suínos em 33,6% (07:21)
Licenciamento ambiental em São Paulo para a avicultura (07:19)