Sábado, 15 de Junho de 2019
Matérias-Primas

Soja: prêmios batem nos US$ 3 no Brasil nesta 3ª feira com queda do dólar e na Bolsa de Chicago
Campinas, SP, 10 de Outubro de 2018 - O mercado da soja começou o dia operando com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (9), mas foi intensificando suas baixas para terminar o dia em campo negativo. As baixas entre os principais contratos foram de pouco mais de 5 pontos.

Dessa forma, o vencimento novembro/18 ficou em US$ 8,63 por bushel, sendo este ainda o mais negociado neste momento, enquanto o maio/17, que é referência para a nova safra do Brasil, encerrou o dia com US$ 9,02.

Segundo explicam analistas internacionais, o mercado sente a pressão do aumento de produção nos EUA que poderia vir no novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira (11).

"Qualquer volume que seja adicionado na safra americana será adicionado também aos estoques e isso pressiona o mercado, que já está precificando o que pode vir nesse boletim", diz o analista de mercado Carlos Cogo, da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

E dessa forma, a pressão sobre as cotações em Chicago deve persistir até que os novos números sejam divulgados.

Além disso, pressionam também os preços as exportações norte-americanas ainda limitadas pela falta da China por conta da taxação de 25% sobre o produto dos EUA, ainda segundo o executivo, e isso segue no radar dos traders.

Nesta terça, os números dos embarques de soja dos EUA, também informados pelo USDA, ficaram dentro das expectativas do mercado.

Na semana encerrada em 4 de outubro, os Estados Unidos embarcaram 569,776 mil toneladas de soja, enquanto o mercado esperava algo entre 490 mil e 900 mil toneladas. Com um total dentro do esperado, o volume acumulado na temporada é de 3.540,940 milhões de toneladas, contra mais de 5,4 milhões do ano passado, nesse mesmo período.

Além disso, os mapas climáticos para os Estados Unidos já começam a mostrar certa trégua nos próximos 8 a 14 dias e, se confirmando essas condições, os trabalhos de campo poderiam retomar seu ritmo e voltar a pressionar as cotações.

Preços no Brasil

Os preços da soja no Brasil continuaram recuando nesta terça-feira na medida em que não só o dólar voltou a cair de forma expressiva - cerca de 1,5% somente nesta sessão - mas com as cotações perdendo força também na Bolsa de Chicago.

Somente em Paranaguá, a soja disponível perdeu 5,26% nesta terça-feira, fechando o dia com R$ 90,00 por saca, enquanor a safra nova foi a R$ 82,00, com baixa de 3,53%. Em Rio Grande, queda de 1,09% no disponível e de 1,08% para novembro, com preços de R$ 90,50 e R$ 92,00 por saca, respectivamente.

Ainda segundo Cogo, esse é "o pior momento para os preços e o produtor deve esperar para voltar ao mercado e voltar a vender". Como explica o consultor, essa combinação de dólar e Chicago em queda ainda deve durar por uns dias e o que continua a sustentar os preços para o produtor brasileiro são os prêmios.

"Os prêmios têm tido uma escalada quase que ininterrupta. Para ser ter uma ideia, nesta terça houve oferta com até US$ 3,00 por bushel de prêmio já que no spot não tem mais nada de soja e o comprador tenta originar aqui no Brasil, tenta fazer com que seja atraente para o vendedor brasileiro", explica.

E não é só no disponível que os prêmios estão fortalecidos, mas para a soja da safra nova também. "O que se esperava de prêmios mais baixos para maid adiante pode não se confirmar", diz Cogo, mostrando que já há uma sinalização de que a oferta da nova temporada brasileira também será ajustada e disputada. Para essa soja, os prêmios chegam a bater em US$ 1,30 e mais nos meses entre março e maio.

Com uma nova baixa, o dólar fechou o pregão desta terça cotado a R$ 3,7107, perdendo 1,47%. Ainda animado com o resultado do primeiro turno das eleições no Brasil, a divisa deu continuidade ao movimento de queda iniciado nesta segunda (8).

"O otimismo doméstico está se sobrepondo ao exterior. É muito recente o resultado de domingo", disse o operador da H.Commcor Corretora Cleber Alessie Machado à agência de notícias Reuters, acrescentando que o fato de o dólar ter fechado longe das mínimas na véspera favoreceu o movimento nesta sessão.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Sábado, 15/06
2ª Conbrasul Ovos começa neste domingo com participantes de vários países da avicultura de postura mundial (18:19)
Sexta-Feira, 14/06
Redução do uso de Antibióticos é tema de palestra promovida pela Vetanco (12:53)
Prevenção contra a PSA (11:11)
É hora de reorganizar os negócios, diz CEO da BRF (06:35)
Frigoríficos já podem retomar exportação de carne bovina à China (06:33)
Consumo de carne suína em baixa na China (06:31)
Mercado do boi 'acordou' mais tarde, reagiu e já mostrou negócios pré crise da vaca louca (06:27)
Mercado do boi gordo está ganhando firmeza (06:25)
Brasil volta a exportar carne bovina para China (06:21)
Governo gaúcho reativa Câmaras Setoriais e Temáticas (06:18)
Conselho do Agro debate reforma tributária (06:17)
Abatedouro de aves é inaugurado no Parque Agroindustrial de Gurupi (GO) (06:15)
Justiça alemã valida morte de milhões de pintos machos na indústria (06:14)
Autoridades brasileiras e argentinas pedem corredor do milho e internacionalização de aeroporto (06:13)
Consumir carne de frango ao invés da bovina já diminui impactos ambientais (06:12)
Em 2040, 60% da carne consumida no mundo não será de origem animal (06:09)
Saldo da balança do agronegócio foi de US$ 8,6 bilhões em maio (06:07)
Mercado do milho fecha a sessão desta 5ª com com forte avanço em Chicago (06:06)
Soja: produtor brasileiro tem momento de melhores patamares em Chicago e prêmios altos (06:03)
Quinta-Feira, 13/06
SP: Preços Agropecuários recuam 1,76% no fechamento do mês de maio (15:05)
Suínos: liquidez aquecida nos mercados interno e externo eleva preços (14:41)
Brasil volta a exportar carne bovina para China (12:11)
Setor de equipamentos participa em peso do SIAVS 2019 (12:09)
IBGE: abate de frangos, no 1º trimestre, recua 2,0% em relação ao mesmo período de 2018 (11:27)
Ovos de galinha: produção cresce 6,0% e tem melhor 1º tri desde 1997, diz IBGE (11:26)
Korin investe em fábrica para ração de frangos (08:23)
Subprodutos fazem milho dos EUA mais competitivo (08:21)
Cooperativas de crédito ganham força (08:19)
Marfrig descarta ter que comprar ações da National Beef (08:15)
Mercado do boi ganha firmeza (08:10)
Previsão de mais chuvas e incerteza sobre produção deixa milho levemente mais valorizado nesta 4ª feira em Chicago (08:05)
Soja sobe quase 20 pts em Chicago nesta 4ª feira (08:00)
Quarta-Feira, 12/06
Aves Hendrix são as campeãs do Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba (15:51)
XIV Simpósio Goiano de Avicultura recebe patrocínio e palestra da Cobb-Vantress (15:48)
Material de proteção gera crédito de Cofins (09:29)
Nova Gerente Técnica de Vendas da BV Science (09:08)
Congresso aprova crédito suplementar que garante recursos para o Plano Safra 2019/2020 (08:59)
Produção de grãos no Brasil deve ser de 238,9 milhões de toneladas (08:58)
Demanda japonesa por carne continua superando a oferta doméstica (08:56)
Forte quebra nos EUA beneficia exportação brasileira de milho (08:46)
Uma fusão das mais complexas (08:45)
Índice da FGV de produção de agroindústrias caiu em abril (08:42)
Terça-Feira, 11/06
Universidade Estadual de Maringá tem 16 cartas-patentes concedidas pelo INPI (08:16)
“China sustenta a agricultura do Brasil", diz Charles Tang (08:08)
Falta de crédito rural com taxas controladas motiva busca por opções (08:06)
Plano de fusão com a Marfrig divide os conselheiros da BRF (08:03)
Boi Gordo: frigoríficos seguem 'tateando' o mercado (07:56)
MT registra vendas de milho "a todo vapor", com negócios para safras atual e futura (07:51)
Milho fecha 2ª feira com cotações misturadas em Chicago (07:50)
Soja fecha com leves altas em Chicago nesta 2ª feira (07:43)
Santa Catarina é o maior exportador de carne de frango do Brasil (07:28)