Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
Exportação

Brasil pede que Europa revise cotas após Brexit
Curitiba, 14 de Novembro de 2018 - O Brasil pediu formalmente à União Europeia (UE) uma negociação bilateral para obter compensação por causa da repartição de cotas no mercado comum europeu após o Brexit (saída britânica do bloco de 28 países).

Como outros exportadores agrícolas, o Brasil recusa a divisão de cotas proposta pela UE, por considerar que a metodologia utilizada é arbitrária e causará prejuízo a produtores brasileiros.

Para a delegação brasileira, o fato de o Reino Unido sair da UE é uma questão dos europeus. A UE se comprometeu com determinadas concessões, como cotas (volume de comércio limitado, com tarifa menor) que não podem agora ser reduzidas.

Pelo que Bruxelas propôs, uma cota para o açúcar brasileiro, hoje de 388.125 toneladas, seria reduzida para 358.954 toneladas (92,4%), com o resto devendo ser oferecido em outra cota pelo Reino Unido.

No caso da cota para frango salgado, o volume de 170.807 toneladas cai para 129.930 toneladas (76,1%) e os britânicos oferecem o resto. A cota para carne de frango processado do Brasil, hoje de 15.800 toneladas, diminui para 10.979 toneladas na UE. Uma cota para carne bovina sem osso, de 10 mil toneladas, cai para 8.951 na UE e é completada pelos britânicos, com cota de 1.049 toneladas.

O montante total, após a divisão entre a UE e o Reino Unido, será idêntico ao atual. Ocorre que os exportadores reclamam que haverá duplicação de logística e de custos que não são aceitáveis. E pode ocorrer mesmo de produtores considerarem que nem vale a pena se engajar em venda com as cotas britânicas.

Nesta semana, no Conselho de Bens da Organização Mundial do Comércio (OMC), Brasil, EUA, Argentina, Austrália, Canadá, China, México, Nova Zelândia, Taiwan e Uruguai reclamaram que a proposta da UE afeta 196 concessões individuais cobrindo 142 cotas e mais de 365 linhas tarifárias.

Esse grupo se diz preocupado com a proposta para implementar reduções no acesso ao mercado comum europeu "sem completar a necessária negociação com os membros da OMC". Pedem que a UE garanta "compensação apropriada" para que seu comércio não seja prejudicado após o Brexit. A UE até agora não respondeu. Diz que está pronta a se engajar em discussões, mas informalmente insiste que não dará compensações aos parceiros.

Nesse caso, restará ao Brasil retaliar os europeus, aumentando tarifas sobre produtos importados. Ocorre que isso é bem mais complicado, porque a alta das alíquotas será aplicada a todos os países, e não só aos europeus.

Por sua vez, o Reino Unido apresentou na OMC uma ampla lista de compromissos para vigorar depois de sair da UE, incluindo redução tarifária, cotas e inclusive tamanho de seus subsídios agrícolas.

Londres quer ter o direito de dar US$ 5,9 bilhões de subsídios para agricultores. Diante de reações dos parceiros à lista de compromissos, os britânicos sinalizaram que podem abrir negociações para compensações a quem perder na nova realidade comercial do país.
(Paraná Cooperativo) (Redação)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Quinta-Feira, 13/12
_produção de ovos de galinha é a maior da série histórica (11:04)
Abate de frangos em agosto foi o segundo maior do ano (11:03)
Já começa a faltar crédito rural a juros controlados (09:17)
IBGE confirma avanço em abates de bovinos e suínos, e queda no frango (09:08)
Plasson investe R$ 28 milhões em expansão da unidade fabril, em Criciúma (08:20)
ABRA protocola ofício com solicitação que impacta indústrias produtoras de farinhas de pena, peixe e sangue (08:14)
Indústria de ovos dos EUA: desafios e oportunidades (08:11)
Fundamentos teóricos e aplicação no processamento de ovos e derivados (08:08)
Quarta-Feira, 12/12
Pioneirismo e inovação marcam 10 anos da Yes (10:12)
Exportações de carne bovina deverão bater novos recordes no ano que vem (08:41)
Embrapa fecha acordo com Sindan para pré-análise de novos produtos veterinários (08:40)
Granja do Cedro é destaque de pecuária no prêmio “As melhores da Dinheiro Rural” (08:40)
Safra pode repetir recorde com 238,4 milhões de toneladas (07:57)
Encontro de Avicultores premia os melhores da Integração Aurora/Cocari (07:56)
Assembleia Legislativa de Goiás homenageia dirigentes da Pif Paf Alimentos (07:54)
BRDE assina contratos de R$ 100 milhões com cooperativas paranaenses durante encontro da Ocepar (07:53)
A crescente preocupação com ectoparasitas e os prejuízos econômicos causados por estes (07:50)
Milho: Bolsa de Chicago segue tendência do dia e fecha terça-feira com pouca movimentação (07:50)
Além do enriquecimento de ovos, selênio apresenta benefícios produtivos (07:48)
Aviagen Estreia “I Escola de Incubação” da América Latina (07:25)
Terça-Feira, 11/12
Cresce dependência do agronegócio brasileiro das importações chinesas (08:06)
Milho: cotação da Bolsa de Chicago encerra segunda-feira próxima da estabilidade (08:03)
Soja: Brasil fecha o dia com estabilidade com recuo de Chicago e dos prêmios (08:00)
Mercado do boi gordo apresenta cenários distintos (07:58)
Inaugurado laboratório de referência em Campinas (07:55)
Segunda-Feira, 10/12
Sexta-Feira, 07/12
Cresce mobilização de caminhoneiros por nova paralisação (16:15)
Conferência FACTA WPSA-Brasil 2019 já tem data e temas definidos (12:52)
Qualidade de água é tema de palestra da Vetanco (09:50)
Cobb-Vantress premia melhores lotes da região Nordeste (09:07)
NUCLEOVET apresenta planejamento 2019 em evento em SP (09:03)
FRANGO/CEPEA: exportações recuam, mas valores da carne sobem em novembro (08:14)
Início de dezembro apresenta maior firmeza nas cotações do boi gordo (08:04)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quinta-feira com leves baixas (08:00)
A pedido da CNA, STF suspende multas pelo descumprimento da tabela do frete (07:37)
Paraná desburocratiza processo de licenciamento ambiental (07:30)
Depois do frango, Marrocos libera importação de carne bovina dos EUA (06:28)