Sábado, 16 de Fevereiro de 2019
Empresas

Gigante do frango nos EUA é processada por chamar seu produto de 'natural'
WASHINGTON E GREELEY, Colorado, 08 de Fevereiro de 2019 - Os consumidores americanos pagam mais, de bom grado, por alimentos rotulados como “naturais”, “orgânicos” ou “humanos”. As empresas de alimentos descobriram isso há muito tempo e acrescentam essas características a todo tipo de produto. Mas para quem compra pode ser difícil perceber se elas são verdadeiras ou apenas estratégias vazias.

Uma ação judicial contra a gigante dos frangos Pilgrim’s Pride — subsidiária da gigante brasileira de processamento de carne JBS —, apresentada pelos grupos de defesa Food & Water Watch e Organic Consumers Association, se concentra nessa questão. E eles fizeram isso em um dos tribunais indiscutivelmente mais pró-consumidores dos EUA.

O problema é o slogan da empresa com sede em Greeley, Colorado, EUA, que afirma que suas aves são alimentadas “apenas com ingredientes naturais”, tratadas de forma humana e produzidas de maneira ecologicamente responsável, de acordo com a queixa apresentada na quarta-feira ao Tribunal Superior do Distrito de Colúmbia, em Washington.

As práticas da empresa não condizem com essas alegações, afirmam os queixosos. As aves vivem em armazéns lotados e insalubres, são maltratadas pelos empregados e têm condições de saúde debilitantes devido à própria raça, que foi desenvolvida para crescer rapidamente, segundo documentos judiciais. Elas são criadas com a ajuda do uso rotineiro de antibióticos para promover o crescimento e alimentadas com organismos geneticamente modificados, alegam os grupos de defesa no processo.

Galinhas 'escaldadas'

Os queixosos estão pedindo uma liminar e publicidade corretiva. A Pilgrim’s Pride não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Bloomberg na quarta-feira.

A companhia enfrenta atualmente contestações semelhantes em várias frentes. Em dezembro, foi alvo de uma queixa aberta pela Humane Society na Comissão Federal de Comércio dos EUA, que afirmou que a Pilgrim’s Pride estava “escaldando galinhas plenamente conscientes” como resultado de seus métodos de abate, mas que declarava em seu website na época que suas aves estavam sendo produzidas “o mais humanamente possível. "

Na época, Cameron Bruett, porta-voz da Pilgrim’s Pride, rejeitou as acusações da Humane Society. “A Pilgrim’s está comprometida com o bem-estar das aves sob nossos cuidados”, escreveu Bruett, por e-mail. “Agradecemos a oportunidade de defender nossa abordagem para o bem-estar animal contra essas falsas alegações.”

O texto, citado pela Humane Society, depois desapareceu de vários lugares no website da empresa. A Pilgrim’s Pride afirmou na época que a mudança do texto fazia parte de uma atualização planejada há muito tempo.

— A empresa está em uma posição difícil — diz o advogado John E. Villafranco, que trabalha com legislação publicitária no escritório Kelley Drye & Warren. — O distrito no qual o processo foi apresentado tem talvez o estatuto de proteção ao consumidor mais condescendente do país.
(O Globo) (Redação)
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