Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
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Soja: prêmios no Brasil sobem mais de 30% em 1 mês e ajudam cotações no mercado interno
Campinas, SP, 18 de Fevereiro de 2019 - A demanda intensa pela soja brasileira continua dando espaço para uma recuperação não só das cotações no mercado nacional - interior e portos do país - como também dos prêmios pagos pela oleaginosa do Brasil. Somente nos últimos 30 dias, os valores ofertados no porto de Paranaguá foram substancias.

De 15 de janeiro a 15 de fevereiro, a posição de entrega fevereiro passou de US$ 0,40 para US$ 0,55 por bushel acima dos valores de Chicago, com uma valorização de 37,50%, enquanto o março foi de US$ 0,5 para US$ 0,60, subindo 71,43%.

De acordo com números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), somente nos primeiros 6 dias úteis de fevereiro o Brasil já embarcou 1,4 milhões de toneladas de soja e, segundo acredita o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, o mês tem potencial para terminar com cerca de 4,5 milhões de toneladas exportadas.

"Há um ou outro comentário apontando que essa projeção poderia ser ultrapassada há muito grão colhido e tem muitos contratos para serem carregados", diz. Além disso, lembra ainda que no acumulado de 2019 o volume já é mais alto do que no mesmo período do ano passado, quando o Brasil exportou recordes 83,9 milhões de toneladas de soja.

Mantido esse ritmo, ainda como explica o consultor, o abastecimento interno poderia ficar comprometido. E temendo este momento - de disputa de produto e preços mais altos - as indúsrias nacionais têm buscado se precaver para garantir seus estoques e sua atividade. E essa demanda interna mais aquecida tem ajudado a promover boas altas das referências no interior entre as principais praças de comercialização.

Ao longo da semana, mercados importantes no Matopiba e no Centro-Oeste marcaram altas de até 5% somente em um dia. Assim, as referências atuais já variam, nos principais estados produtores, entre R$ 62,00 e R$ 74,50, com os valores mais altos sendo observados nas praças mais ao Sul do Brasil.

"No interior a força vem da demanda local. As indústrias precisando do grão, compram localmente e pagam, praticamente, o mesmo valor dos portos", explica Brandalizze.

Os negócios novos e efetivos, porém, ainda não são de grande volume, com os produtores esperando por oportunidades de garantia de renda ainda melhores. "Os produtores seguem colhendo e somente entregando contratos programados, segurando o restante da soja à espera de momentos mais atrativos", completa o consultor.

No entanto, o que ainda limita os preços no Brasil continua sendo a volatilidade do dólar e os futuros da soja na Bolsa de Chicago caminhando de lado e sem força.

Mercado Internacional e Portos

Nesta sexta-feira, a commodity fechou o pregão em alta em um movimento de recuperação depois de bater em suas mínimas em três semanas na CBOT ao receber a informação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de um cancelamento da China de mais de 800 mil toneladas em janeiro.

Na sequência, porém, as negociações entre os dois países continuaram e algumas novas compras foram feitas. A guerra comercial entre os dois, porém, continua e os altos estoques de soja norte-americanos continua exercendo pressão sobre as cotações americanas, uma vez que a demanda da nação asiática - que é a maior compradora mundial da oleaginosa - segue focada no Brasil.

De acordo com dados da Secretaria Geral da Alfândega da China, em janeiro o país importou 7,83 milhões de toneladas de soja em janeiro, 14% a mais do que em dezembro, e a maior parte desse volume é de produto brasileiro.

Assim, focado na disputa comercial, o mercado em Chicago se mantém lateralizado à espera de novidades consistentes e definitivas, depois de meses de informações desencontradas e boatos não confirmados.

As conversas entre os dois países continuaram esta semana. De acordo com o secretário do Tesouro Nacional americano, Steve Mnunchin, os EUA tiveram, nos últimos dias, boas e produtivas reuniões com os chineses.

Mnunchin participou do encontro ao lado do presidente chinês Xi Jinping, com demais membros do alto escalão de ambas as delegações. O objetivo, apesar de Donald Trump querer estender o prazo da trégua firmada pelos dois países na última reunião do G20, é o de encontrar uma solução antes de 1º de março.

Com esse movimento de recuperação e a pouca mudança no cenário de notícias, os preços da soja fecharam a sexta-feira (15) com pequenas altas de pouco mais de 3 pontos, com o março valendo US$ 9,07 e o maio/19, US$ 9,21 por bushel.

Com as altas ainda tímidas em Chicago e o dólar em baixa nesta sexta - a moeda americana perdeu quase 1% somente nesta sessão e fechando com R$ 3,7037 - as referências nos portos também não tiveram grande movimentação neste final da semana.

A soja disponível fechou estável em Paranaguá, com R$ 78,50 por saca, e caiu 0,65% para R$ 76,50 em Rio Grande. Já a referência março foi a R$ 77,60 no terminal gaúcho, onde recuou 1,15%, e ficou em R$ 79,00 no paranaense.
(Notícias Agrícolas) (Redação)
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