Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
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Workshop da Adisseo discute saúde intestinal avícola

Tema da atualidade, a modulação da microbiota das aves teve uma abordagem interdisciplinar no evento, realizado em Foz do Iguaçu (PR) e que integrou profissionais e conhecimentos das áreas de sanidade e nutrição.
Campinas, , 07 de Junho de 2019 - Com uma unidade de negócios voltada à saúde animal através da nutrição, a Adisseo promoveu em Foz do Iguaçu (PR) o primeiro Workshop de Saúde Intestinal de Aves. O evento, realizado no fim de maio, contou com a participação representativa de 26 empresas avícolas brasileiras. A programação trouxe conhecimentos de imunidade, patologia, modulação da microbiota intestinal e monitoria de patógenos para os profissionais voltados tanto à sanidade quanto à nutrição.

"A interação entre essas equipes da produção avícola é muito importante, e a Adisseo levou à frente essa missão de ajudar a disseminar essas informações, de ajudar a melhorar a eficiência da cadeia produtiva como um todo, principalmente no setor de saúde intestinal, no qual é muito forte a integração entre nutrição e sanidade", avalia o gerente de negócios para saúde intestinal da Adisseo América do Sul, José Guilherme Gonçalves.

De fato, saúde intestinal é o tema da atualidade não só na avicultura. Conforme pontuado durante as apresentações do Workshop, na área humana o intestino foi alçado à capa de revista, no patamar de segundo cérebro, e o transplante de microbiota já é uma realidade, ao ponto de ser debatido por órgãos regulatórios interessados em classificar esse tipo de tratamento nos Estados Unidos.

"A saúde intestinal tem que ser debatida, tem que ser apresentada, tem que ser questionada", ratifica o Dr. Alberto Back - Mercolab, palestrante que apresentou os pontos críticos em programas de monitoria de patógenos entéricos. "Nós temos que aprender mais sobre a saúde intestinal. Nesse sentido, a Adisseo está fazendo uma contribuição de valor para a indústria avícola reunindo todo esse pessoal. A programação é oportuna e veio ao encontro das necessidades do público, cuja participação está comprovando com certeza que essa discussão deve continuar tendo outros debates como esse".

O evento foi planejado para reunir alguns dos temas de maior desafio para avicultura nacional no momento. Entre eles, controle de patógenos entéricos e a questão da qualidade intestinal pela modulação da microbiota. Para isso, a organização do Workshop contou com a participação de professores especialistas em cada assunto e, por parte do público, convidados com ampla experiência prática de campo das principais agroindústrias, cooperativas e empresas avícolas. A agenda inicial do Workshop foi dedicada à apresentação da parte teórica e ao embasamento científico, por meio de conceitos básicos sobre imunologia aplicada ao intestino, modulação da microbiota, controle de patógenos, impacto das toxinas, controle de salmonela. Na sequência do evento foram formados grupos de discussões reunindo todos os participantes que puderam dar a sua opinião sobre os temas debatidos.

Segundo Dr. Wanderley Quinteiro, coordenador técnico da Adisseo América do Sul, esses grupos de discussões abordaram, por exemplo, como monitorar, avaliar e controlar a microbiota intestinal e a importância dela para produção, além de debater as formas de controle de salmonela dentro da granja. Wanderley – responsável também pela palestra sobre inflamação intestinal e suas consequências, e por apresentar uma introdução à patologia e imunidade intestinal de frangos de corte –, relaciona as demais temáticas tratadas pelos grupos de discussão: relevância da monitoria de saúde intestinal: como e em que momento fazer?; capacidade imunológica: será que realmente se observa de forma adequada o sistema imune das aves?; correlações entre a ação nutrição/sanidade no contexto da modulação do sistema imune; retirada dos melhoradores de desempenho: quais são as medidas e estratégias dentro da granja que devem ser tomadas para realizar um programa de redução ou retirada dos antimicrobianos.

Tocante a esse tema, "em pouco tempo, diria possivelmente a médio prazo, o uso dos antimicrobianos como promotor de crescimento será extinto e não será mais empregado na produção animal", afirma a palestrante Profa. Dra. Silvana Lima Gorniak - FMVZ-USP, que apresentou um panorama sobre o uso de antibióticos na avicultura. "É interessante buscar, desde já, da mesma forma como já ocorre com os antimicrobianos, avaliações para os produtos alternativos à substituição de antimicrobianos como promotores de crescimento, no sentido de haver uma padronização no registro deles da mesma maneira que há para os antimicrobianos, em qualquer órgão governamental do mundo. E, a partir daí, que houvesse uma sequência rigorosa para avaliação da eficácia ou não destes produtos alternativos."

A importância do papel dos órgãos de regulação pelo viés do consumidor foi outro aspecto levantado durante o evento. "Hoje, além de haver inúmeros desafios regulatórios, esses parâmetros tornam-se mais elevados junto aos consumidores, que questionam de forma intensa a maneira como os alimentos são produzidos e sobre como isso está alinhado tanto às necessidades de segurança alimentar quanto de continuidade do planeta", diz o gerente global de suporte científico da Novozymes Kevin Mann, cuja palestra no Workshop abordou o desenvolvimento de soluções para saúde intestinal. Atento ao ponto de vista do consumidor, Mann ressalta que "devemos buscar soluções sustentáveis, que respondam aos desafios climáticos. Na avicultura, uma alternativa que já é viável é realizar de forma natural a inclusão de microrganismos benéficos à nutrição, de forma a beneficiar a saúde animal."

Nesse sentido, "nos encontramos num ponto em que conhecemos de fato inúmeros grupos de aditivos nutricionais, que foram identificados como tendo potencial benéfico para saúde e performance animal", declara o gerente técnico e científico global da Adisseo Dr. Tim Goossens, responsável por apresentar os mecanismos de modulação da microbiota. Segundo Goossens, temos à disposição no mercado "ácidos orgânicos, probiótico, butirato, entre outros. Mas não há um único grupo que, evidentemente, possa ser considerado como 'superaditivo', que supere todos os outros. Cada um desses grupos, porém, ainda tem muito espaço para se desenvolver". Para Goossens, cada alternativa deve ser aplicada de forma consciente, observando a modulação da microbiota, cujo comportamento vai mostrar se a otimização foi atingida.

O Prof. Dr. Breno Beirão, da Imunova e UFPR, destacou na sua palestra, sobre o impacto das toxinas no sistema imune de aves, a importância do fortalecimento do sistema imune para ajudar o organismo animal a combater os desafios do campo. Do seleto grupo de palestrantes e temas reunidos para apresentação no Workshop de Saúde Intestinal, além dos já apresentados, completaram a programação os seguintes especialistas e as respectivas palestras: Profa. Dra. Terezinha Knöbl - FMVZ-USP: As atualidades sobre etiopatogenia e virulência de bactérias entéricas em aves; e Dr. Paulo Lourenço - FAMEV-UFU: Pontos críticos no controle de salmonela.

Vídeos e outras informações sobre este evento estarão disponíveis em breve na página da Adisseo no YouTube e no Feed Channel.



Sobre a Adisseo

A Adisseo é uma das líderes mundiais em aditivos para nutrição animal. Por meio de suas 10 divisões de pesquisa e plantas de produção, localizadas na Europa, EUA e China, a empresa desenvolve, produz e comercializa soluções em nutrição para uma alimentação animal sustentável. A Adisseo tem 2.200 funcionários e graças a sua rede de distribuição global, atende mais de 3.900 clientes em mais de 110 países. A Adisseo é uma das principais subsidiárias da China National BlueStar, líder na indústria química chinesa com mais de 21.500 funcionários e um faturamento de 8.200 milhões de euros. Site corporativo: www.adisseo.com.
(Adisseo) (Assessoria de Imprensa)
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