Sábado, 25 de Janeiro de 2020
Empresas

De volta ao azul, BRF ganha R$ 1,5 bi
São Paulo, SP, 12 de Agosto de 2019 - Uma expressiva recuperação dos preços do frango nos mercados internacional e doméstico impulsionou o resultado da BRF no segundo trimestre, surpreendendo até mesmo investidores que já exibiam otimismo com as perspectivas para o futuro da dona de Sadia e Perdigão.

Divulgado na manhã da última sexta-feira, o balanço da BRF no segundo trimestre foi bem recebido. As ações da empresa subiram 5,1% na B3, fechando o pregão cotadas a R$ 38,16. Com isso, o valor de mercado aumentou em quase R$ 1,5 bilhão. Na sexta-feira, a BRF estava avaliada em R$ 31 bilhões.

Desde o começo do ano, a valorização é substancial. Os papéis da BRF acumulam alta de 73,9% e, em valor de mercado, a empresa de alimentos ganhou R$ 13,4 bilhões.

Até sexta-feira, o movimento de valorização das ações da BRF refletia, principalmente, às perspectivas positivas dos investidores com os impactos da peste suína africana na China sobre as exportações. Não havia, até a divulgação do balanço do segundo trimestre, um resultado claramente positivo da BRF.

A situação mudou drasticamente no segundo trimestre, quebrando uma incômoda série de seis trimestres no vermelho. Entre abril e junho, a empresa teve um lucro líquido (atribuído aos sócios da controladora) de R$ 322,8 milhões. No mesmo período de 2018, a BRF registrou um prejuízo de quase R$ 1,5 bilhão.

Se considerada apenas as operações continuadas - ou seja, excluindo os ativos no exterior que a BRF vendeu ao longo do segundo trimestre -, o lucro líquido da companhia foi de R$ 191 milhões.

Graças aos melhores preços, a receita líquida da BRF cresceu 18% na comparação anual, atingindo R$ 8,3 bilhões. Nesse processo, o preço médio dos produtos vendidos pela BRF subiu 17,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado e 4,5% sobre os primeiros três meses de 2019.

Nesse cenário, a BRF recuperou os níveis de rentabilidade históricos. No segundo trimestre, a margem de lucro antes juros, impostos, de depreciação e amortização (Ebitda) ajustada chegou a 14,6%, ante apenas 5% um ano antes. Vale lembrar que o resultado do segundo trimestre de 2018 foi bastante prejudicado pela greve dos caminhoneiros e pelo embargo da União Europeia à BRF.

Em relatório enviado a clientes, o BTG Pactual considerou "excepcional" o desempenho da BRF. Leandro Fontanesi, do Bradesco BBI, decidiu elevar o preço-alvo para as ações da BRF no fim de 2020, de R$ 44 para R$ 50, o que representa um potencial de valorização de mais de 30%.

A avaliação na BRF também é que o bom momento está apenas no início. Na sexta-feira, durante teleconferência com analistas, o CEO da BRF, Lorival Luz, afirmou que o impacto da peste suína africana ainda foi marginal no segundo trimestre - concentrado nas exportações para Japão e China em junho.

Diante do quadro positivo, a BRF revisou a meta de redução do índice de alavancagem (relação entre Ebitda em doze meses e dívida líquida). Agora, a empresa prevê que o índice chegará a 3,15 vezes no fim de 2019. A meta anterior era de 3,65 vezes. No segundo trimestre, o índice de alavancagem já caiu de forma relevante. No fim de junho, o índice alcançou 3,74 vezes, ante 5,64 vezes em março.

Embora a alavancagem tenha caído, o BTG considera que o endividamento da BRF está longe de ser confortável. Os analista Thiago Duarte e Henrique Brustolin divergem da forma como a empresa calculou o índice de alavancagem, não incluindo na dívida os arrendamentos mercantis e um fundo de antecipação de recebíveis (FDIC). Pelos cálculos do BTG, o índice seria de 4,8 vezes se esses dois itens fossem considerados.

Perguntado pelo Valor, o CEO da BRF defendeu a forma de contabilização. "O cálculo que a gente faz é aquele auditado e com toda a transparência", afirmou Luz, ressaltando que, mesmo considerando os arrendamentos, o índice de alavancagem ainda teria caído de maneira expressiva, de 5,64 vezes para 4,09 vezes.

(Valor) (Luiz Henrique Mendes)
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