Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
Matérias-Primas

Milho: baixas voltam e cotações de Chicago caem mais de 12% na semana
Campinas, SP, 15 de Agosto de 2019 - Duraram pouco as altas nos preços internacionais do milho futuro. Após abrirem a quarta-feira (14) com valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT), o dia termina com as principais cotações registrando quedas entre 6,25 e 7,75 pontos.

O vencimento setembro/19 foi cotado à US$ 3,59 com baixa de 7,00 pontos, o dezembro/19 valeu US$ 3,70 com queda de 6,25 pontos, o março/29 foi negociado por US$ 3,83 com desvalorização de 6,75 e o maio/20 teve valor de US$ 3,91 com perda de 7,75 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 1,91% para o setembro/19, de 1,60% no dezembro/19, de 1,79% para o março/20 e de 1,76% para o maio/20.

Levando-se em conta os últimos fechamentos da semana, as cotações do cereal já acumulam mais de 12% de queda na comparação com o último pregão da semana passada.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho nos EUA diminuíram nesta quarta-feira, o terceiro dia consecutivo de quedas, mas o mercado encontrou suporte perto das recentes baixas após as vendas massivas na segunda e na terça-feira.

“Traders disseram que o mercado já considerou a maior parte das notícias pessimistas do cenário durante estes dias de quedas consecutivas”, diz Mark Weinraub da Reuters Chivago.

“Acho que estamos no encalço. Eu não sou real otimista, mas não vejo uma razão real para fazer novos contratos baixos. Acho que, por enquanto, mudamos de um mercado fundamental para um mercado técnico”, disse Bill Gentry, diretor administrativo de consultoria agrícola da Risk Management Commodities.

De acordo com o analista Jack Scoville, do Blog Price Group, as quedas devem se reduzir nos próximos dias, mas ainda não é possível esperar uma recuperação do mercado e valorizações nos contratos. “Os preços podem se tornar mais estáveis ​​depois disso, mas não há razão real para esperar uma grande recuperação por enquanto devido às estimativas de produção”, diz Scoville.

Outro fator que contribuiu para a manutenção das baixas foi o aumento dos estoques de etanol de milho americano. “O relatório da EIA para a semana que terminou em 9 de agosto, mostrou a produção semanal de etanol em 1.045 milhões de barris/dia, um aumento de 5.000 bpd. Os estoques de etanol subiram 766.000 barris para 23.883 milhões de barris, uma vez que a produção excedeu o consumo”, publicou o site internacional Barchart.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, a quarta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas valorização registradas aconteceram no Oeste da Bahia (3,33% e preço de R$ 31,00) e Brasília/DF (7,41% e preço de R$ 29,00).

Já as desvalorizações foram percebidas nas praças de Porto Paranaguá/PR (1,32% e preço de R$ 37,50), Castro/PR (1,43% e preço de R$ 34,50), Pato Branco/PR (1,74% e preço de R$ 28,20), Cascavel/PR (1,82% e preço de R$ 27,00), Assis/SP (3,13% e preço de R$ 31,00), Dourados/MS (3,33% e preço de R$ 29,00) e Campinas/SP (3,88% e preço de R$ 36,45).

A XP Investimentos aponta que, o ambiente com preços em baixa persiste. “A revisão positiva de produção de milho pelo USDA e o anuncio de que os EUA poderão ceder na nova tarifação contra a China são os pontos chave”.

A amostra da XP registra baixa de R$ 0,15/dia, com média de R$ 36,00/sc. “Nos portos brasileiros, tradings testam o mercado para reencontrar um prêmio de originação ideal. As indicações de porto para agosto recuaram (R$ 0,50/sc) pelo terceiro dia consecutivo, agora em R$ 36,50/sc. Os line-ups do mês vigente permanecem em 6,27 milhões de toneladas para o milho”.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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