Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
Exportação

Frigoríficos esperam ao menos 3 anos de alta nas exportações
São Paulo, 22 de Agosto de 2019 - A crise de peste suína africana que atinge a China e outros países da Ásia e da Europa pode garantir pelo menos 3 anos positivos para as exportações brasileiras de carnes de porco e de frango, de acordo com a associação que representa as indústrias do setor (ABPA).

O setor, que vinha enfrentando problemas nos embarques desde a Operação Carne Fraca, em 2017, vê uma possibilidade de retomada.
“As indústrias que estão ociosas estão prontas para atender a esta demanda, e algumas já estão retomando as atividades”, disse o presidente da associação, Francisco Turra, nesta quarta-feira (21).
Segundo a ABPA, o surto de peste suína africana foi o principal responsável pelo aumento de 5,8% nas exportações de carne de frango em 2019, e de 19,6% para os suínos. Só os chineses aumentaram em 21% e 31% as vendas dessas proteínas, respectivamente.
A peste suína atinge criações de pelo menos 16 países, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês).
Representantes asiáticos da ABPA afirmam que a recomposição do rebanho de animais aos níveis anteriores ao da doença deve demorar entre 3 a 5 anos. Isso sem levar em consideração uma demanda maior da população pelas carnes.
Preços mais altos
Após a operação da Polícia Federal, as vendas para o exterior entraram em trajetória de queda, e muitos criadores diminuíram o número de frangos e suínos para abate.
Com a oferta ajustada, a tendência é de que a procura faça subir os preços das carnes e, consequentemente, os produtores recebam mais.
“Quando a Carne Fraca ocorreu, muitos falaram que era uma tempestade perfeita para o setor. Agora acredito que estamos na bonança perfeita”, disse o diretor executivo da ABPA, Ricardo Santin.
Oriente Médio
No fim de 2018, a ideia do governo federal de mudar a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém gerou reclamações de países do Oriente Médio.
Em janeiro, a Arábia Saudita suspendeu a importação da carne de frango de 5 fábricas brasileiras autorizadas a vender ao país por “motivos técnicos”.
Após a turbulência, os sauditas aumentaram as compras da proteína em 5% de janeiro a julho deste ano.
“As colocações políticas não contaminaram as trocas de mercadorias. Elas têm influências políticas, mas, no campo dos alimentos, a gente não viu isso e queremos que continue assim”, disse Santin.
Outros países da região, como Emirados Árabes (+20%), Kuwait (+4%) e Iêmen (14%) também compraram mais nos sete meses deste ano na comparação com 2018.
A carne importada por esses países segue os princípios do Islã tanto no abate, quanto na produção e é chamada de halal. Nesse método de produção, os animais devem ser mortos com o peito direcionado para a Meca e os sangradores têm que ser muçulmanos praticantes, por exemplo.
Acordo Mercosul-UE
O acordo entre União Europeia e Mercosul, anunciado em julho e que ainda não tem data para começar, também traz possibilidade para as exportações do setor.
O bloco sul-americano terá direito a uma cota sem tarifas de 180 mil toneladas para a carne de frango e de 25 mil toneladas com taxa de 83 euros por tonelada.
No caso da carne de porco, as indústrias brasileira ainda precisam de autorização da UE, mas a associação afirma que esta não é uma prioridade neste momento.
“Como estão se abrindo os mercados da Rússia e da China, não há muito interesse do Brasil de exportar para a União Europeia porque ela tem um volume baixo de importação”, afirmou o diretor técnico da ABPA, Rui Vargas.
“Não tinha esse interesse da União Europeia e nem do Brasil, mas pode ser que exista uma aproximação por conta do acordo”, completou Vargas.
Exportações em 2019
Na projeção da ABPA, as exportações de carne de frango deverão atingir 4,3 milhões de toneladas em 2019, um crescimento de cerca de 200 mil toneladas em relação ao ano passado.
Já as vendas de carne suína poderão crescer para 720 mil toneladas ante 646 mil toneladas em 2018.
(G1 ) (Rikardy Tooge)
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