Domingo, 17 de Novembro de 2019
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Soja fecha em queda em Chicago nesta 4ª e ajuda a pressionar cotações no Brasil
Campinas, SP, 12 de Setembro de 2019 - O mercado da soja fechou em baixa na Bolsa de Chicago ontem, quarta-feira (11, à espera do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O mercado procurou um reajuste antes da chegada dos novos números, mas ainda temendo uma nova onda de baixas.

Os contratos mais negociados terminaram o dia perdendo pouco mais de 5 pontos, com o novembro valendo US$ 8,66 por bushel, e o março/20, referência para a nova safra do Brasil, sendo cotado a US$ 8,94.

"Um relatório diferente de uma redução de oferta esperada pelo mercado pode promover recuos de até 30 pontos na soja", explicou o diretor da Price Futures Group, Jack Scoville, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta quarta. No entanto, acredita que na sequência os preços podem se recuperar.

Para a produção norte-americana de soja, as expectativas do mercado variam de 95,23 a 101,92 milhões de toneladas, com média de 97,87 milhões. Em agosto, o USDA estimou a safra em 100,15 milhões de toneladas. Na temporada anterior, a colheita de soja foi de 123,67 milhões de toneladas.

A produtividade da oleaginosa tem média estimada de 52,9 sacas por hectare, dentro de um intervalo de 51,55 e 54,91 sacas por hectare. Há um mês, o rendimento da soja foi estimado em 54,35 scs/ha.

E os números da produtividade neste boletim deverão ser os mais esperados e acompanhados pelos traders, com o mercado sabendo que as lavouras norte-americanas enfrentarão ainda algumas dificuldades para sua conclusão até que a colheita ganhe cada vez mais corpo.

Paralelamente, as atenções se voltam também, com mais força, para a guerra comercial China x EUA. Ontem, foi sinalizada uma intenção dos chineses de comprarem alguns produtos chineses mesmo durante o conflito, indicando alguma boa intenção para o acordo. E nesta quarta, a notícia é de que a nação asiática já isentou 16 produtos dos EUA de tarifas retaliatórias.

De acordo com um comunicado do Ministério das Finanças, estão entre os produtos ingredientes de ração animal, soro de leite e farinha de peixe. E o presidente americano Donald Trump considerou essa uma atitude correta por parte dos chineses.

PREÇOS NO BRASIL

No Brasil, a maior parte das praças de comercialização mantiveram seus preços estáveis , à exceção de Matp Grosso, onde as referências caíram pouco mais de 1%, mas ainda seguem acima dos R$ 70,00 por saca.

Nos portos, os preços também cederam nesta quarta-feira. Não só as baixas em Chicago, mas também as perdas do dólar frente ao real ajudaram a pressionar os indicativos.

Em Paranaguá, R$ 85,00 no disponível e R$ 85,50 para o mês seguinte, com perdas de 1,73% e 1,72%. Já em Rio Grande, R$ 85,50 e R$ 86,00 por saca, respectivamente, recuando 1,72% e 1,71%.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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