Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
Logística

Oeste catarinense busca internacionalização da região
Chapecó , 23 de Maio de 2019 - A rota do milho e o Aeroporto Serafim Enoss Bertaso foram tema de reunião, nesta semana, da diretoria do Fórum de Competitividade e Desenvolvimento para a Região Oeste de Santa Catarina. Participou a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Maria Teresa Bustamante, que auxiliou nas ações voltadas à internacionalização regional.

O presidente do Fórum, Vincenzo Mastrogiacomo, explicou a importância do novo trajeto para importação de milho para Santa Catarina – Rota do Milho – ligando o Paraguai a Dionísio Cerqueira. A criação da Rota pode reduzir em até 70% o valor do frete do grão até Santa Catarina, que atualmente, quando importado do Paraguai, passa por Foz do Iguaçu (PR).

Mastrogiacomo realçou que o objetivo é contribuir com a agroindústria de Santa Catarina na abertura efetiva de comércio internacional entre produtores e consumidores. “Todos os anos a agroindústria do Estado precisa importar uma grande quantidade de milho porque a produção interna catarinense é insuficiente. Santa Catarina é o oitavo produtor e o segundo maior consumidor. O milho disponível está em média a 2.000 quilômetros de distância, no centro-oeste brasileiro. Entretanto, se as ações de integração fronteiriça forem implementadas, esse insumo pode ser obtido no Paraguai, país que faz divisa com o território catarinense”.

A conexão transfronteiriça, também conhecida como a Nova Rota do Milho, surgiu em 2016, no Núcleo Estadual de Integração da Faixa de Fronteira de Santa Catarina, iniciativa do Governo catarinense, do Sebrae/SC e das entidades ligadas ao agronegócio, com participação do Fórum de Competitividade e Desenvolvimento.

O projeto consiste em buscar no Paraguai o milho para abastecer a imensa cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura industrial catarinense. Dois aspectos tornam essa iniciativa importante e prioritária. A primeira é que Santa Catarina tem um déficit anual de 3 milhões e toneladas de milho, matéria-prima que precisa ser importada para suprir as necessidades da agroindústria da carne. O segundo aspecto é que a nova rota encurtará em pelo menos 1.500 quilômetros a distância entre a região consumidora (oeste catarinense) e a região fornecedora, no Paraguai.

Santa Catarina é o maior importador de milho do País e, atualmente, adquire a maior parte do grão em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, distantes 2.000 quilômetros. Com a implantação do Corredor do Milho, o produto seguirá o seguinte roteiro: será adquirido nos Departamentos de Itapua e Alto Paraná (Paraguai), passará pelo porto paraguaio de Carlos Antonio Lopez, atravessará o rio Paraná em balsas, entrará em território argentino pelo porto de Sete de Agosto e seguirá até a divisa com o Brasil, sendo internalizado pelo porto seco de Dionísio Cerqueira.

AEROPORTO

Outro aspecto considerado fundamental para aumentar a competitividade das empresas da região é a ampliação do aeroporto de Chapecó, bem como a sua internacionalização. O aeródromo atende mais de 300 municípios, compreendidos entre o sudoeste do Paraná, noroeste do Rio Grande do Sul, oeste, extremo oeste e meio oeste de Santa Catarina que somam mais de 2,5 milhões de habitantes. Entre as possibilidades de melhorias, está a privatização, que vem sendo discutida entre a prefeitura e o Governo do Estado, com apoio das entidades empresariais, entre elas o Fórum de Competitividade e Desenvolvimento.
(MB Comunicações) (Redação)
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