Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019
Produção

Ovos férteis: produção caiu mais de 3% no 1º trimestre de 2019
Campinas, 14 de Junho de 2019 - De acordo com dados divulgados ontem (13) pelo IBGE, a produção brasileira de ovos de galinha aumentou perto de 6% no primeiro trimestre de 2019. O que não se especificou é que esse aumento foi determinado, exclusivamente, pelos ovos de consumo (+8,34%). Ou seja: a produção de ovos destinados a incubação apresentou sucessivas quedas nos três primeiros meses do ano, acumulando no trimestre redução de 3,22% sobre o mesmo trimestre de 2018.

Embora levantamentos do gênero viessem sendo feitos anteriormente, somente a partir do primeiro trimestre de 2018 é que o IBGE oficializou nova sistemática no levantamento da produção de ovos de galinha, passando a individualizar os ovos de consumo e os destinados a incubação. Assim, comparativos da evolução anual só podem ser efetuados a partir do primeiro trimestre deste ano.

E o que se observa nesse primeiro comparativo anual é que a produção de ovos de consumo aumentou mais de 8% no trimestre inicial do corrente exercício. Aparentemente, é um recorde para o período, mas não é um recorde histórico, já que a produção do quarto trimestre de 2018 (753,607 milhões de dúzias) foi 1,4% superior.

Notar, de toda forma, que esse possível recorde é apenas nominal. Porque, em termos reais (isto é, considerado o número de dias de um e outro período – 92 dias no 4º trimestre; 90 dias no 1º trimestre), o volume mais recente é quase 1% superior.

Se o aumento de mais de 8% na produção de ovos de consumo é compatível com o aumento no alojamento de pintainhas comerciais de postura (que – segundo informações de mercado – apresentou incremento próximo de 10% em 2018), igualmente compatível é a queda na produção de ovos de incubação, já que o principal item do segmento – matrizes de corte – apresentou redução de mais de 3% em 2018.

Considerada essa redução no plantel produtor de ovos de incubação, a tendência natural é a persistência de um volume mensal inferior ao de 2018 por todo o corrente exercício. É possível, no entanto, que o setor criador das reprodutoras de corte minimize ou até neutralize a menor produção, mediante o alongamento da vida dessas matrizes ou através de um segundo ciclo de produção, a partir da muda induzida.

Por ora, no entanto, a produção trimestral apresenta recuo de 3,22% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, além de corresponder ao menor volume dos últimos cinco trimestres.




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(AviSite) (Redação)
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