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Segunda-feira, 29/11/2021
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Rastreabilidade da Farinha de Vísceras na Alimentação de Frangos de Corte por meio da Análise Isotópica de Diferentes Tecidos

RP Oliveira¹*, C Ducatti¹, AC Pezzato², AS Carrijo³, JR Sartori², FS Wechsler4, ET Silva¹, JC Denadai¹, FR Caldara¹ ¹Centro de Isótopos Estáveis Ambientais – CIEA/IB/UNESP – SP -Brasil ²Departamento de Melhoramento e Nutrição Animal – DMNA/FMVZ/UNESP – SP - Brasil ³Departamento de Produção Animal – DPA/UFMS – MS - Brasil 4Departamento de Produção e Exploração Animal – DPEA/FMVZ/UNESP – SP - Brasil INTRODUÇÃO Nos últimos anos, diversos episódios mundiais vêm afetando negativamente a segurança alimentar (BSE, dioxina, E. Coli, Samonella, Gripe Aviária), deprimindo o consumo de produtos alimentícios de origem animal. Para que o Brasil mantenha-se na posição de maior exportador de carne de frango é necessário, além de atender os padrões exigidos de qualidade, o desenvolvimento de técnicas que permitam garantir a veracidade das informações registradas pelo atual processo de rastreabilidade. De acordo com o regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho da União Européia (1), fica proibida a alimentação de uma espécie animal com proteínas animais transformadas, derivadas dos corpos, ou partes de corpos, de animais da mesma espécie. Com o intuito de desenvolver a técnica dos isótopos estáveis para fins de rastreabilidade e certificação do padrão dietético de frangos de corte, este trabalho teve por objetivo verificar a capacidade de rastrear a inclusão de farinha de vísceras (FV) na dieta dessas aves. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi realizado nas Câmaras Bioclimáticas do Laboratório de Nutrição de Aves-LNA/FMVZ/UNESP. Foram utilizados 80 pintos de corte, com um dia de idade, distribuídos aleatoriamente em cinco tratamentos experimentais contendo níveis crescentes de inclusão de FV (0, 2, 4, 8 e 16% FV), com quatro repetições de quatro aves cada. As dietas foram isoenergéticas, isoprotéicas e isoaminoacídicas (Met+Cis e Lis). Aos 42 dias de idade, quatro aves por tratamento foram amostradas ao acaso e sacrificadas, para coleta de amostras de músculo peitoral (Pectoralis major), quilha e tíbia, para determinação das razões isotópicas de carbono (13C/12C) e nitrogênio (15N/14N). Esses valores foram expressos em termos de enriquecimento relativo (d13C e d15N) das amostras em relação aos respectivos padrões internacionais, PDB e N2 atm. Os dados isotópicos obtidos foram submetidos à análise multivariada de variância (MANOVA) com o auxílio do procedimento GLM (General Linear Model) do SAS. Foram delimitadas elipses com 95% de confiança para verificar diferenças entre as médias dos tratamentos experimentais e do grupo controle (0% FV). RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados médios de d¹³C e d15N estão na Tabela 1. Em todos os tecidos, o enriquecimento isotópico de ¹³C e 15N mostrou um comportamento crescente, refletindo o enriquecimento das dietas devido à crescente inclusão de FV. O ¹³C enriqueceu, pois a medida que aumentou-se a participação de FV (d¹³C = -16,60‰), diminuiu-se a inclusão de farelo e óleo de soja (produtos de plantas C3 – valor modal = -26,7‰) e aumentou-se a inclusão de milho (produtos de plantas C4 - valor modal = -12,6‰). Por sua vez, o 15N enriqueceu pois a medida que incluiu-se FV (d15N = 4,25‰), menores quantidades de farelo de soja (leguminosa, d15N = 0‰) e maiores de milho (d15N dependente do N do solo) foram necessárias para balancear as dietas de um modo isonutricional. Tabela 1 – Valores médios de d¹³C e d15N de diferentes tecidos de frangos de corte aos 42 dias de idade. Ao analisar Pectoralis major, apenas os tratamentos 8 e 16% FV foram diferentes do grupo controle. Por outro lado, ao analisar quilha e tíbia, além desses tratamentos (8 e 16% FV), o tratamento 4% FV também diferenciou-se do grupo controle, como ilustra a Figura 1. Figura1 – Elipses com 95% de confiança para as médias dos pares isotópicos de tíbias de frangos de corte aos 42 dias de idade. Na Figura, para que um tratamento seja considerado diferente do grupo controle é necessário que sua elipse de confiança não sobreponha nenhum dos eixos (médias do grupo controle) no gráfico. Dessa forma, é provável que o limite mínimo detectável de inclusão de FV na dieta de frangos de corte, por essa técnica, esteja logo acima de 2% (quilha e tíbia). CONCLUSÕES A variação natural dos isótopos estáveis de C e N apresenta-se como uma alternativa em potencial para a detecção da inclusão de FV na dieta de frangos de corte, uma vez que é capaz de rastrear níveis abaixo daqueles normalmente praticados pela indústria avícola. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CONSLEG – Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Européias 2004, 154p.


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