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Terça-feira, 01/12/2020
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ESTATÍSTICAS & PREÇOS

Com as expressivas altas do milho e do farelo de soja, cai o poder aquisitivo do produtor do frango e do ovo


Pelo que se viu nas análises anteriores, o ovo fechou o semestre com boa valorização em relação ao mesmo período do ano passado (preços cerca de um terço superiores), enquanto o frango vivo fechou o semestre com resultado que, embora negativo, é aceitável frente ao tumultuado momento enfrentado.

Tais conclusões, porém, têm validade somente quanto aos preços alcançados. Porque, frente aos custos enfrentados no semestre , os resultados - especialmente os do frango- ficaram muito aquém da realidade anterior. E isso se deve, fundamentalmente, à evolução dos preços das duas matérias-primas essenciais para o setor, milho e farelo de soja, cujos preços agora têm como referência o dólar.

Milho: nos últimos 12 meses, variação anual de até 43%

Comparativamente a junho de 2019, o milho encerrou o primeiro semestre de 2020 com uma valorização de pouco mais de 21%. Mas isso não reflete todo o comportamento de preços do grão nos últimos 6 meses.

Assim, por exemplo, em março passado o grão foi comercializado, internamente, por valor equivalente a, aproximadamente, de US$12,50/saca, valorizando-se 11% em relação ao mesmo mês de 2019. A questão é que, nesse mesmo espaço de tempo, o valor do dólar aumentou mais de 25%. E o efeito, para o avicultor, foi não só um custo mais de 40% superior, mas também o maior valor nominal pago pelo milho em todos os tempos.

No segundo trimestre de 2020 os preços registrados sofreram ligeiro recuo. Mas o poder aquisitivo do produtor de frangos, que vinha sofrendo deterioração desde o final de 2019, não experimentou recuperação. Em junho do ano passado uma tonelada de frango vivo possibilitava adquirir perto de 5 (cinco) toneladas de milho em grão. Neste ano, em junho, o volume adquirível – apesar da baixa do milho e da alta do frango vivo – foi 15% menor, não chegando a 4,230 toneladas.

Neste caso, menos mal para o produtor de ovos que, exceto em janeiro, manteve, aproximadamente, o mesmo poder de compra de um ano atrás.

De toda forma, no mês de encerramento do semestre, frente à variação anual de 21,21% no custo do milho, a remuneração obtida pelo ovo não passou dos 15% e a do frango vivo não chegou a 3%.

Feitas as contas, o produtor de ovos encerrou o primeiro semestre de 2020 necessitando de um volume do produto quase 23% maior para adquirir a mesma quantidade de farelo de soja obtida em junho de 2019



Farelo de soja; aumento em 12 meses ultrapassa os 40%

No caso do farelo de soja a perda de poder aquisitivo é, tanto para o produtor de frango quanto para o de ovos, bem maior que a do milho. Pois enquanto o preço do frango evoluiu perto de 3% e o do ovo não mais que 15%, o aumento de preço do farelo superou os 40% E o pior, neste caso, é que as maiores variações de preço passaram a ser registradas a partir de março, isto é, quando a produção animal passou a sofrer os efeitos da pandemia.

Feitas as contas, o produtor de ovos encerrou o primeiro semestre de 2020 necessitando de um volume do produto quase 23% maior para adquirir a mesma quantidade de farelo de soja obtida em junho de 2019. Ou seja: enquanto há um ano se adquiria uma tonelada de farelo de soja com pouco mais de 19 caixas de ovos, neste ano foram necessárias cerca de 23,5 caixas para adquirir o mesmo volume da matéria-prima.

Já para o produtor de frangos a situação é bem mais crítica. Pois enquanto há um ano uma tonelada de farelo de soja era adquirida com 363 kg de frango vivo, neste ano esse volume aumentou mais de 37%, exigindo perto de meia tonelada da ave viva.


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