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Preço do milho registra alta com oferta restrita sustentando mercado físico e B3




Campinas, SP, 15/10/2020

Ontem, a quarta-feira (14) começou com os preços do milho elevados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Pato Branco/PR (0,84% e preço de R$ 59,70), Londrina/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Ubiratã/PR, Eldorado/MS, Ponta Grossa/PR, Panambi/RS, Não-Me-Toque/RS (1,61% e preço de R$ 63,00), São Gabriel do Oeste/MS, Brasília/DF, Campo Novo do Parecis/MT e Dourados/MS (3,28% e preço de R$ 63,00).

Essa valorização do cereal também foi percebida pelos órgãos estaduais, que apontaram também avanço nas negociações do milho da safra passada 2019/20 e das futuras 2020/21 e 2021/22.

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) estima que 95% da última safra já foi vendida no Mato Grosso, enquanto a comercialização da safra 20/21 já está em 54% e o ciclo 21/22 contabiliza 2% de negócios fechados. Enquanto isso, o milho disponível no estado se elevou 3,12% na semana, sendo cotado à R$ 53,00 a saca.

Já em Mato Grosso do Sul, os produtores já venderam 65,35% das 10,618 milhões de toneladas produzidas nos 1,895 milhão de hectares cultivados nesta safra 2019/20. Na última semana, a saca do milho teve preço médio de R$ 58,25 após se valorizar 6,15% pressionado pela baixa disponibilidade doméstica, a posição firme de vendedores e a demanda aquecida.

Em Goiás, a cotação média da saca de milho se elevou 1,97% e encerrou a semana passada em R$ 56,95, de acordo com o Boletim Semanal de Mercado do Milho do Ifag (Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás).

B3

Os preços futuros do milho registraram valorizações ao longo desta quarta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações operavam com movimentações positivas entre 0,63% e 1,12% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 72,35 com alta de 0,70%, o janeiro/21 valia R$ 72,40 com valorização de 1,12%, o março/21 era negociado por R$ 71,45 com elevação de 0,63% e o maio/21 tinha valor de R$ 66,59 com ganho de 0,89%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado chinês de milho está agitado e nervoso com a possibilidade grande de perdas e isso leva os asiáticos ao mercado para comprar mais volumes do cereal.

“A safra da China era projetada acima de 260 milhões de toneladas e a realidade, agora com 25% colhido, vai se confirmando perdas importantes e se comenta em 240 milhões, uma perda de 20 milhões de toneladas. A demanda projetada para a China é de 280 milhões de toneladas, então há um buraco gigantesco para ser coberto”, explica Brandalizze.

Outro fator que começa a refletir uma pressão de alta no mercado é o atraso, e potencial diminuição, no plantio da safra verão aqui no Brasil. O analista comenta que não deveremos chegar aos 4 milhões de hectares projetados e o mercado começa a refletir isso.

“Além disso, se atrasar a soja complica o plantio da segunda safra de milho e se as chuvas não se alongarem já limita o potencial do milho na safrinha. O mercado começa a se proteger um pouco”, diz.

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro encerraram a quarta-feira subindo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,75 e 5,25 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 3,96 com valorização de 5,25 pontos, o março/21 valeu US$ 4,02 com ganho de 3,25 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,05 com elevação de 2 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,06 com alta de 0,75 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,28% para o dezembro/20, de 0,75% para o março/21, de 0,50% para o maio/21 e de 0,25% para o julho/21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho subiram pela segunda sessão consecutiva em uma rodada de compras técnicas estimuladas pelo otimismo das exportações e com as classificações de qualidade da safra abaixo do esperado dando assistência adicional.

Exportadores privados anunciaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 16,5 milhões de bushels (419.100 toneladas) de milho para entrega à China durante a campanha de comercialização de 2020/21, que começou em 1º de setembro.

O último relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostrou que as avaliações de qualidade do milho deram um passo para trás, com 61% da safra agora classificada em condições de bom a excelente, caindo um ponto abaixo em relação à semana passada. Os analistas esperavam que as classificações se mantivessem estáveis ​​em 62%.


Fonte: Notícias Agrícolas
Autor: Guilherme Dorigatti




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