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Crescem vendas da Korin nas áreas de insumos e aditivos




São Paulo, SP, 21/10/2020

A Korin Agricultura e Meio Ambiente, braço de pesquisa, consultoria e produção de insumos da holding Korin Empreendimentos e Participações - dona de uma das marcas de frangos orgânicos mais conhecidas do país -, deverá fechar 2020 com faturamento 103% superior ao de 2019 e prevê crescimento de outros 70% a 80% em 2021. A companhia não abre os valores absolutos, mas diz que são da ordem de dezenas de milhões de reais.

Em 2018, quando da sua criação, a empresa esperava faturar R$ 8 milhões ao ano, conforme informou ao Valor à época. De lá para cá, prevaleceu como seu carro-chefe um condicionador de solo que visa melhorar propriedades físico-químicas e responde hoje por 82% da sua receita anual. Além do produto, a Korin Agricultura e Meio Ambiente também trabalha com bioinsumos para tratamento de efluentes e aceleração de processos de compostagem.

Mas a grande novidade no portfólio foi o lançamento, em 2020, de uma linha para a pecuária formada por quatro aditivos, que atuam na melhora do metabolismo de aves, suínos e bovinos de leite e corte - e que devem responder por 15% das vendas da empresa no prazo de dois a três anos.

Luiz Demattê Filho, CEO da companhia, diz que a necessidade de desenvolvimento desses produtos veio dos trabalhos da Korin Agropecuária, que fatura cerca de R$ 170 milhões por ano no segmento de proteínas. Com 53 produtores integrados na avicultura, a empresa produz 15 mil toneladas de carne de frango por ano e 73 milhões de ovos. Na cadeia pecuária, em modelo de parceria com 15 pecuaristas do Pantanal sul-mato-grossense, dá vazão a 1,6 mil a 2 mil toneladas de carne por mês. Já na área de leite, a companhia atua como consultora da Nestlé no auxílio a produtores que vêm migrando da produção convencional para a orgânica.

“Queremos atender os produtores de orgânicos e também dar nossa contribuição mais massiva para uma produção sustentável”, diz Demattê. Por ano, o mercado de produtos orgânicos gira US$ 1,5 bilhão, segundo ele. No caso dos bioinsumos para agricultura, o valor é de R$ 1 bilhão, conforme o Ministério da Agricultura. Para a pecuária, ainda não há dados disponíveis.

Com a criação do Programa Nacional de Bioinsumos pelo Ministério, a expectativa de Demattê é que fique mais claro para os produtores qual a finalidade de cada produto, a partir de categorizações mais precisas. Em uma sala de ordenha, por exemplo, ele diz que o pecuarista pode pulverizar um bioinsumo da Korin para melhorar a fermentação de dejetos e reduzir a proliferação de moscas, e um aditivo na água dos animais potencializa o mesmo processo. Para auxiliar na tarefa de comunicar esse tipo de uso, a subsidiária da Korin reforçou sua equipe. O quadro total de funcionários da empresa cresceu quase 30% no último ano e agora é de 140 pessoas.


Fonte: Valor Econômico
Autor: Marina Salles




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