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Milho: mais disponibilidade e preços menores no Brasil




Campinas, SP, 30/11/2020

A sexta-feira (27) chega ao final com os preços do milho recuando no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas valorizações em nenhuma das praças.

Já as desvalorizações apareceram em Dourados/MS (1,37% e preço de R$ 72,00), Londrina/PR (1,43% e preço de R$ 69,00), Brasília/DF (1,45% e preço de R$ 68,00), Porto Santos/SP (2,44% e preço de R$ 80,00) e Campinas/SP (2,47% e preço de R$ 79,00)

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “a disponibilidade de milho em São Paulo, Goiás e Minas Gerais cresceu no mercado físico durante esta semana. Isto ocorre porque a intenção de venda para as exportações é quase mínima e o comprador está recuado neste momento”.

A agência SAFRAS & Mercado destaca que o mercado brasileiro de milho apresentou acomodação nos preços no mês de novembro, com quedas na maior parte das regiões. “A oferta melhorou nas principais praças de comercialização, o produtor negociou mais, e as cotações reagiram para baixo a esse incremento na disponibilidade do cereal”, diz.

O analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, acredita que os produtores decidiram entrar no mercado com preços excelentes de milho e liberar espaço para a soja e isso levou a retração dos valores.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, o preço médio do milho recuou 0,36% em relação a semana anterior e chegou em R$ 79,90 a saca, conforme relatado pela Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural).

B3

Os preços do milho futuro operaram durante todo o dia registrando movimentações em campo misto na Bolsa Brasileira (B3) e perderam força no final da tarde. As principais cotações registravam flutuações negativas entre 0,07% e 0,37% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 78,31 com desvalorização de 0,37%, o março/21 valia R$ 78,60 com perda de 0,25%, o maio/21 era negociado por R$ 74,70 com estabilidade e o julho/21 tinha valor de R$ 68,55 com baixa de 0,07%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a região Sul do Brasil recebeu novos volumes de chuvas que beneficiaram as lavouras de milho, o que dá uma tranquilidade para uma safra evoluindo bem, principalmente no Paraná, enquanto o Rio Grande do Sul já perdeu mais de 1,5 milhão de toneladas ante ao potencial de 6 milhões.

A SAFRAS & Mercado estimou a safra brasileira de milho 2020/21 em 112,865 milhões de toneladas, 5,65% a mais do que a safra passada, mas menor do que as projeções de outubro de 116,427 milhões de toneladas.

"Os efeitos da falta de chuva foram significativos, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, que deverão registrar volumes de produção 33,9% e 30,1% menores, respectivamente, em relação à safra de verão 2019/20", afirmou em nota o analista da consultoria Paulo Molinari.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) retomou as atividades após o feriado de Ação de Graças na quinta-feira com apenas meio período de pregão, que foi encerrado com os preços internacionais do milho futuro subindo. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 5,50 e 6,50 pontos.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,25 com alta de 5,50 pontos, o março/21 valeu US$ 4,33 com ganho de 6,25 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,36 com valorização de 6,50 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,37 com elevação de 5,75 pontos.

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 1,19% para o dezembro/20, de 1,17% para o março/2, de 1,40% para o maio/21 e de 1,39% para o julho/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam elevações de 0,47% para o dezembro/20, de 0,93% para o março/21, de 1,40% para o maio/21 e de 1,63% para o julho/21 na comparação com a última sexta-feira (20).

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho saltaram cerca de 1,5% mais altos na sexta-feira em uma rodada de compras técnicas estimuladas por outra grande venda para o México anunciada esta manhã, junto com relatórios de tempo seco na América do Sul.

Exportadores privados relataram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 11,9 milhões de bushels (302.260 toneladas) de milho para entrega ao México durante a campanha de comercialização de 2020/21, que começou em 1º de setembro.

Já as vendas de exportação de milho na semana encerrada em 19 de novembro aumentaram 53% na semana, para 65,6 milhões de bushels (1,666 milhão de toneladas). Isso foi maior do que todas as estimativas comerciais, que variaram entre 31,5 milhões e 55,1 milhões de bushels (entre 800.100 e 1,399 milhão de toneladas).


Fonte: AviSite
Autor: Redação




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