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Preço do milho sobe no Brasil com colheita atrasada e mercado travado




Campinas, SP, 05/03/2021

Ontem, a quinta-feira (04) chegou ao final com os preços do milho pouco modificados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas desvalorizações percebidas foram nas praças do Oeste da Bahia (0,78% e preço de R$ 64,00) e Luís Eduardo Magalhães/BA (1,54% e preço de R$ 64,00).

Já as valorizações apareceram somente em Cascavel/PR (1,33% e preço de R$ 76,00), Campinas/SP (2,22% e preço de R$ 92,00), São Gabriel do Oeste/MS (2,74% e preço de R$ 75,00) e Itapetininga/SP (3,53% e preço de R$ 88,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o fluxo de negócios no mercado físico do milho é pequeno em boa parte das praças produtoras. Apesar disto, os compradores e os vendedores estão ativos e analisando caso a caso”.

A Faep/Senar-PR destaca também que, com os preços mais altos da história (acima de R$ 70 a saca), a estratégia para garantir milho à produção de proteínas animais tem se tornado um desafio à cadeia produtiva no Paraná.

“Com a perspectiva de manutenção da cotação nesse nível nos próximos meses pela conjuntura político- -econômica, fica a dúvida em relação ao ponto de equilíbrio para garantir rentabilidade com a produção de proteínas animais. Afinal, o milho é o principal componente da ração, especialmente, na criação de frangos e suínos”.

B3

Os preços futuros do milho contabilizaram elevações nesta quinta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,75% e 3,46% ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 88,72 com alta de 0,75%, o maio/21 valeu R$ 94,20 com valorização de 3,46%, o julho/21 foi negociado por R$ 89,00 com ganho de 2,81% e o setembro/21 teve valor de R$ 84,50 com elevação de 2,69%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro segue parado sem interesse de venda e com os compradores esperando o tempo abrir para avançar a colheita da safra de verão nas regiões Sul e Sudeste.

”Os produtores também estão correndo para plantar a safrinha. Hoje estamos com 60% plantado e indo para 70%, mas com muito atraso e plantios fora da janela, então vamos depender muito de clima favorável ai para frente”, relata o analista.

Brandalizze ainda aponta que, as cotações seguem elevadas para os volumes desta safrinha nos contratos de setembro e outubro, o que aumenta a perspectiva de ter rentabilidade neste ano. “Provavelmente o milho será mais rentável do que a soja mesmo a soja estando em cotações muito boas”, diz.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) fechou as atividades nesta quinta-feira operando em campo misto para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações entre 4,00 pontos negativos e 2,00 pontos positivos.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,46 com desvalorização de 4,00 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,32 com perda de 2,75 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,22 com queda de 1,50 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,91 com alta de 2,00 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,73% para o março/21, de 0,56% para o maio/21 e de 0,38% para o julho/21, além de ganho de 0,41% para o setembro/21.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, na quinta-feira, os mercados agrícolas do CME Group responderam aos baixos números de exportação divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que reportou vendas de exportação de 154.700 toneladas de milho, enquanto as expectativas do comércio giravam entre 400.000 a 800.000 toneladas, um desempenho considerado fraco pelo analista Mike McGinnis.

“As manchetes não têm sido fortes o suficiente para dar às altas o impulso de que precisam para assumir o controle. O quadro de oferta e demanda de milho e soja é o motivo mais provável. O clima na América do Sul está começando a preocupar os comerciantes, uma vez que as estimativas de produção da segunda safra devem cair”, disse Bob Linneman, da Kluis Advisors, em nota diária aos clientes.


Fonte: Notícias Agrícolas
Autor: Guilherme Dorigatti




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