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Messer vai produzir gás para alimentos a partir do milho


Mais um concorrente industrial da produção animal

São Paulo, SP, 05/03/2021

Em seu primeiro grande investimento no país, o grupo Messer Gases está inaugurando a primeira fábrica brasileira de dióxido de carbono (CO2) com pureza adequada ao uso na indústria de alimentos e bebidas obtido a partir do milho. Instalada em Jandaia do Sul (PR), a 41ª unidade produtiva do grupo em território nacional vai aumentar a capacidade de fornecimento do gás para clientes nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

De acordo com o diretor de Operações da Messer no país, Rodrigo Casado, boa parte da capacidade da fábrica, que recebeu “dezenas de milhões de reais” em investimentos, já está contratada. Tradicionalmente, o dióxido de carbono, cujas aplicações vão de soldas à indústria de alimentos e de bebidas carbonatadas, é extraído do processo produtivo de fertilizantes ou do processamento da cana-deaçúcar. Contudo, o impacto da sazonalidade da cana impedia a construção de unidades abastecidas a partir dessa fonte no país. O milho mostrou-se, então, uma alternativa viável para um mercado que demanda oferta contínua.

A escolha do município de Jandaia do Sul levou em conta premissas logísticas e comerciais. “A cidade está estrategicamente localizada”, afirmou Casado. Em Jandaia do Sul está o principal tronco ferroviário do norte do Paraná, possibilitando acesso logístico a Curitiba, ao Estado de São Paulo, aos portos de Santos e Paranaguá, à toda região Sul e também ao Centro-Oeste.

Uma operação no Centro-Oeste, que é grande produtor de grãos, iria encarecer o produto final - a depender das distâncias percorridas, o frete pode custar mais do que o próprio gás. “Garantimos fornecimento contínuo, frete competitivo e acesso aos principais mercados”, acrescentou o executivo.

O dióxido de carbono será extraído pela Messer da Cooperativa Agroindustrial Vale do Ivaí (Cooperval) e, então, purificado até alcançar o grau alimentício, o maior grau de pureza que um gás pode alcançar. A tecnologia é semelhante às usadas em outras fábricas de CO2, com a diferença importante de que a fonte agora é renovável. A qualidade do gás obtido a partir do milho também é superior. Com a Cooperval, foi firmado um contrato de longo prazo.

De acordo com Casado, ao mesmo tempo em que a demanda de dióxido de carbono cresceu no mercado brasileiro, a oferta desse gás específico foi reduzida com o fechamento de fábricas de fertilizantes da Petrobras. Em determinado momento, clientes no Sul do país tiveram de comprar o insumo produzido em São Paulo, por causa da escassez de oferta e apesar do frete oneroso. A fábrica de Jandaia do Sul é a maior de CO2 da Messer no Brasil.

Fundado na Alemanha, o grupo comprou boa parte das operações da Linde nas Américas em 2019, em meio à fusão entre Linde e Praxair, por meio de uma joint venture com a CVC Capital Partners. A compra representou também a entrada da Messer no mercado brasileiro. Conforme o presidente da empresa no Brasil, Scott Latta, nas Américas, o país representa a segunda maior operação na região, rivalizando de perto com o Canadá, atrás dos Estados Unidos. “O Brasil é um mercado estratégico”, afirmou.

O segmento industrial é o maior gerador de receitas da Messer no país, com cerca de 70%. Em seguida, aparece a área de cuidados com a saúde (gases medicinais) com 20% e o negócio de dióxido de carbono, com participação de 10%. Em 2020, o grupo, que não revela dados financeiros locais, teve receita global de US$ 3,5 bilhões.

Conforme Casado, a covid-19 afetou a demanda de gases no país inicialmente, mas no quarto trimestre as vendas já haviam retomado os níveis pré-pandemia. No segmento de gases medicinais, porém, houve aumento da demanda em todas as regiões do país e a Messer investiu em cilindros adicionais para fazer frente à procura. Com o agravamento da pandemia, a empresa está trabalhando com comitês diários para avaliação do suprimento, em particular nos Estados do Sul, Ceará, Pernambuco e Bahia.


Fonte: Valor Econômico
Autor: Stella Fontes




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