Revista do AviSite
Revista do OvoSite
Edições anteriores
Notícias
Informativo Diário
Informativo Semanal
AviGuia
AviSite
Trabalhos Técnicos
Legislação
Busca Avançada
Cadastre-se
Contato
Anuncie
Patrocinadores
Segunda-feira, 24/01/2022
Siga-nos:
Notícias Informativo Diário Informativo Semanal
NOTÍCIAS
Após comprar Insolo por R$ 1,8 bi, Ricardo Faria é maior emergente agro


Empresário, que também é dono da Granja Faria, assume posição de 5º maior produtor de grãos do país em área plantada

Campinas, SP, 08/11/2021
Categoria: Matérias-Primas

O mundo do agronegócio tem um novíssimo grande empresário. Em porte mesmo. O catarinense Ricardo Faria, que no início do ano passado criou a companhia de grãos Terrus, acaba de assinar a compra da Insolo, por R$ 1,8 bilhão. Juntas, as companhias têm 120 mil hectares de área para produção e devem ter uma receita de R$ 1 bilhão nesse ano safra. Agora, ele assume a 5ª posição no ranking de maiores áreas de produção do país. Considerando tamanho, fica atrás do líder, o Grupo Bom Futuro, com 530 mil hectares, que é seguido, por SLC Agrícola, Amaggi e Scheffer, nessa ordem.

O pagamento pelo ativo é praticamente todo em dinheiro, uma vez que a companhia adquirida não tem dívida significativa, conforme contou Faria em entrevista exclusiva ao EXAME IN. O nome da empresa combinada será apenas Insolo, que já carrega reconhecimento do mercado. “Vamos aproveitar a marca, que se consolidou ao longo dos últimos 20 anos.” A Terrus começou com fazendas no chamado Matopi, apelido atribuído ao conjunto de estados Maranhão, Tocantins e Piauí. E a Insolo tem unidades concentradas no Piauí.

A Insolo pertencia a um fundo cujos recursos são do endowment da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Junto com a empresa vem toda inteligência desenvolvida em biodefensivos naturais (fungos e bactérias), que são usados no lugar de defensivos agrícolas tradicionais para proteger o plantio. A Fazenda Ipê, com 35 mil hectares e localizada no Piauí, tem a maior área do país integralmente usuária dessa solução biológica (12 mil hectares). A aquisição ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e será encaminhada para análise amanhã.

Faria cresceu no agronegócio com largas e rápidas passadas. Até 2017, ele era dono da lavanderia industrial Lavebras, com 70% do negócio — os outros 30% pertenciam ao empresário Edson Bueno, fundador do Grupo Amil. No início daquele ano, em uma transação de R$ 1,3 bilhão, vendeu a Lavebras à francesa Elis.

O empresário, então, partiu para o campo e começou a Granja Faria, hoje a maior produtora de ovos do país, segundo ele. Passou, então, de um faturamento na casa dos R$ 180 milhões quatro anos atrás para R$ 785 milhões em 2020 e prevê R$ 1,2 bilhão para 2021. São 14 milhões de aves.

Recentemente, ele causou frisson até no universo gastronômico, ao abrir o restaurante Eggy, no Itaim paulista, onde tudo, absolutamente, visa ressaltar o brilho do ingrediente principal: ele, o ovo. A Eggy mira estar perto do consumidor final.


Fonte: Graziella Valenti
Autor: Exame




COMENTÁRIOS



NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS




















NOTÍCIAS MAIS LIDAS
5 dias
30 dias
NOSSOS PARCEIROS
REVISTA ONLINE

Clique acima para acessar o leitor digital ou abaixo para Download do PDF