Domingo, 27 de Maio de 2018
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Entidades protetoras dos animais: onde estão?
Campinas, 25 de Maio de 2018 - Um internauta comenta com o AviSite ser bastante estranhável, neste instante, “o silêncio absoluto das entidades protetoras dos animais”, incluindo entre elas aquelas instituições preocupadas com o bem estar animal. “Elas que” – acrescenta – “quase sempre espalhafatosamente, vêm a público para denunciar maus tratos a este ou àquele animal”.

Lembra que, no momento, milhões desses animais estão morrendo em diferentes partes do Brasil por conta do movimento dos caminhoneiros. “Que desenvolvem movimento até justificável, mas ao mesmo tempo perverso por ignorar as necessidades diárias dos animais de produção”.

Várias espécies passam por esse problema. Mas as aves, provavelmente, estão entre as mais suscetíveis. Um bacorinho, por exemplo, ainda pode contar com o leite materno. Mas não um pintinho, “filho de incubadora.

Sob esse aspecto, aliás, é chocante encontrar na internet ou mesmo nas redes sociais imagens de frangos comendo-se uns aos outros (canibalismo decorrente da falta de ração) ou, sobretudo, milhares de pintos recém-eclodidos morrendo de inanição dentro dos incubatórios, nas próprias gavetas em que nasceram.

Não – diz o nosso internauta – que as entidades protetoras dos animais resolvam o problema da greve. “Mas bem que podiam se manifestar junto aos líderes e aos participantes do movimento -explicando a crueldade a que muitos animais estão sendo submetidos em decorrência dos piquetes nas estradas e atuando para ajudar a liberar o seu trânsito”.

É mencionado, a propósito, que os criadores são solicitados, diuturnamente, a dedicar a máxima atenção ao bem estar dos animais de produção. Há uma semana, por exemplo, o Ministério da Agricultura abriu consulta pública em que submete à avaliação do setor proposta de regulamento de manejo pré-abate e abate humanitário na qual prevê o controle das cargas vivas desde a propriedade até o frigorífico, aí inclusa a redução do tempo de jejum dos animais.

Pois agora, sem que os criadores desejassem, as chamadas “cargas vivas” estão sendo submetidas a um jejum total cuja conseqüência final é, apenas, a morte por inanição.Ou, ao contrário do proposto no regulamento, um abate absolutamente desumanitário.

Como a avicultura não é ouvida, espera-se que alguém saia em defesa do setor. E o papel cai como uma luva para as entidades protetoras dos animais.
(AviSite) (Redação)
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